Trump ameaça retirar EUA da OTAN e planeja punir aliados por falta de apoio na guerra contra o Irã
Trump ameaça sair da OTAN e punir aliados por guerra contra Irã

Trump intensifica críticas à OTAN e avalia retirada dos Estados Unidos da aliança militar

O presidente americano Donald Trump renovou suas duras críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte nesta quarta-feira (8), durante um encontro privado na Casa Branca com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte. Em publicação na sua rede social Truth Social, Trump questionou o apoio da OTAN aos interesses americanos: "A OTAN não estava lá quando precisamos deles — e não estará se precisarmos novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal administrado!!!", escreveu o mandatário.

Encontro tenso entre Trump e Rutte expõe fissuras na aliança militar

Mark Rutte, por sua vez, descreveu a conversa como "franca e aberta", reconhecendo que Trump expressou decepção com os aliados europeus. Em entrevista à CNN Internacional após a reunião, o secretário-geral tentou contrapor as críticas: "Pude destacar que a grande maioria dos países europeus têm colaborado com bases, logística, sobrevoos", afirmou Rutte, buscando demonstrar o engajamento dos membros europeus.

Plano de punição a países da OTAN revelado pelo Wall Street Journal

Segundo informações exclusivas do jornal The Wall Street Journal, a administração Trump prepara um plano estratégico para punir países considerados "prejudiciais" aos interesses americanos na guerra contra o Irã. As medidas em avaliação incluem:

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  • Transferência de tropas americanas de alguns países para outros que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio
  • Possível fechamento de uma base militar dos EUA na Europa, com Espanha e Alemanha como locais cogitados
  • Beneficiamento preferencial a nações como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia que demonstraram maior apoio

Casa Branca acusa OTAN de abandonar os Estados Unidos durante conflito

Poucas horas antes do encontro entre Trump e Rutte, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, lançou duras acusações contra a aliança militar: "Eles foram postos à prova e falharam", declarou, ecoando as palavras do presidente. "É bastante triste que a OTAN tenha dado as costas ao povo americano nas últimas seis semanas, quando é justamente esse povo que financia sua defesa", acrescentou Leavitt.

Contexto histórico e tensões crescentes na aliança transatlântica

A OTAN, fundada em 1949 como resposta às ameaças da Guerra Fria, reúne mais de 30 países, incluindo Estados Unidos e principais nações europeias como França, Itália e Reino Unido. Historicamente, os EUA exerceram papel militar central na aliança, mas Trump tem pressionado por maior participação financeira e operacional dos aliados.

Em 2025, os demais membros aprovaram aumento significativo dos gastos com defesa, dentro de um plano com metas até 2035. No entanto, as críticas de Trump se intensificaram durante a guerra contra o Irã, iniciada no final de fevereiro e atualmente em pausa após trégua anunciada na terça-feira (7).

Diplomacia pessoal e conversas paralelas tentam amenizar crise

Antes do encontro principal, Rutte conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em discussões que abordaram operações militares contra o Irã, a guerra na Ucrânia e a divisão de encargos entre os aliados. O secretário-geral da OTAN deve recorrer à sua relação pessoal com Trump — que já o chamou de "um cara formidável" e "genial" — para tentar reduzir as críticas à aliança.

Questionada sobre uma possível retirada dos Estados Unidos da OTAN, a secretária de imprensa Leavitt confirmou que o tema já foi mencionado por Trump e poderá ser discutido nas conversas com Rutte, indicando que a ameaça é considerada seriamente pela administração americana.

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