Trump ameaça retirar EUA da OTAN após acusações de abandono na guerra contra Irã
Trump ameaça saída dos EUA da OTAN por suposto abandono

Trump ameaça retirar Estados Unidos da OTAN após acusações graves

A Casa Branca lançou duras críticas contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte nesta quarta-feira, acusando a aliança militar de ter abandonado os Estados Unidos durante o conflito com o Irã. As declarações foram feitas pela secretária de imprensa Karoline Leavitt, citando diretamente palavras do presidente Donald Trump, poucas horas antes de um encontro crucial com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.

Acusações de abandono e possível retirada

"Eles foram postos à prova e falharam", declarou Leavitt, transmitindo a mensagem do presidente americano. "É bastante triste que a OTAN tenha dado as costas ao povo americano nas últimas seis semanas, quando é justamente esse povo que financia sua defesa", acrescentou a porta-voz, em tom de evidente descontentamento.

Questionada especificamente sobre uma possível retirada dos Estados Unidos da histórica aliança militar, formada por mais de 30 países incluindo nações europeias como França, Itália e Reino Unido, Leavitt confirmou que o tema já foi mencionado por Trump e poderá ser discutido durante o encontro com Rutte. Esta não é a primeira vez que o presidente americano expressa insatisfação com a organização, criada em 1949 com papel central dos EUA desde sua fundação.

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Contexto das tensões e reunião crucial

Antes do encontro presidencial, o secretário-geral da OTAN já havia se reunido com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo informações do Departamento de Estado, as conversas abordaram múltiplas frentes:

  • Operações militares contra o Irã
  • A guerra em curso na Ucrânia
  • Reforço da coordenação entre aliados
  • Divisão mais equilibrada de encargos financeiros e operacionais

Trump tem cobrado consistentemente maior participação dos países membros no financiamento e nas operações militares da aliança. Em 2025, os demais membros aprovaram aumento significativo dos gastos com defesa, dentro de um plano estratégico com metas estabelecidas até 2035.

Relação pessoal e críticas a aliados europeus

Analistas políticos sugerem que Rutte deve recorrer à sua relação pessoal com Trump para tentar reduzir as críticas à aliança. O presidente americano costuma elogiar publicamente o chefe da OTAN, a quem já se referiu como "um cara formidável" e "genial" em ocasiões anteriores.

Paradoxalmente, Trump tem criticado abertamente países europeus por não oferecerem apoio suficiente aos Estados Unidos e a Israel na ofensiva contra o Irã. Este conflito, iniciado no final de fevereiro, encontra-se atualmente em pausa após a trégua anunciada na terça-feira, mas continua sendo fonte de tensões internacionais.

A possível retirada dos Estados Unidos da OTAN representaria uma mudança geopolítica histórica, considerando que a aliança tem sido pilar da segurança transatlântica por mais de sete décadas. O encontro entre Trump e Rutte será decisivo para o futuro das relações entre Washington e seus tradicionais aliados europeus.

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