Prestes a completar 95 anos, Raúl Castro continua presente na vida pública de Cuba, segundo declarações recentes do secretário de Estado americano, Marco Rubio. Em entrevista coletiva na quinta-feira (21/5), Rubio afirmou que Cuba representa uma "ameaça à segurança nacional" dos Estados Unidos e que a probabilidade de um acordo pacífico "não é alta".
Acusações contra Raúl Castro
Os comentários de Rubio ocorrem um dia depois de os EUA acusarem formalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro de assassinato pelo abate de dois aviões em 1996, que resultou na morte de cidadãos americanos. O procurador-geral interino Todd Blanche anunciou as acusações em Miami na quarta-feira, afirmando que os EUA "esperam que ele apareça aqui, por vontade própria ou de outra forma".
Rubio, ao ser questionado sobre como traria Castro aos EUA para enfrentar as acusações, respondeu: "Não vou falar sobre como vamos trazê-lo para cá. Se estivéssemos tentando trazê-lo, por que eu diria à mídia quais são nossos planos?".
Resposta cubana
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou Rubio de "mentiras" e disse que a ilha nunca representou uma ameaça aos EUA. Em uma postagem no X, Rodríguez negou veementemente que Cuba seja um dos principais patrocinadores do terrorismo na região, como afirmou Rubio, e criticou o secretário de Estado por tentar "instigar uma agressão militar".
Crise humanitária e pressão econômica
Cuba enfrenta uma crise de combustível agravada pelo bloqueio de petróleo dos EUA, além de apagões prolongados e escassez de alimentos. Rubio afirmou que o país aceitou uma oferta de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500,5 milhões) em ajuda humanitária dos EUA. O presidente Donald Trump tem discutido abertamente a derrubada do regime comunista cubano, classificando Cuba como um "país falido".
Prisão de familiar de funcionário cubano
Na quinta-feira, Rubio anunciou a prisão de Adys Lastres Morera, irmã de um dos principais funcionários de um conglomerado cubano controlado pelos militares. Morera, que vivia na Flórida, foi acusada de auxiliar o regime comunista de Havana e permanecerá sob custódia aguardando deportação.
Declarações de Trump
Em conversa com repórteres no Salão Oval, Trump disse que os cubano-americanos "querem voltar para seu país" e ajudar Cuba a ter sucesso. "Outros presidentes analisaram isso por 50, 60 anos, tomando alguma providência, e parece que serei eu quem fará isso, então ficarei feliz em fazê-lo", finalizou Trump.



