Trump revela mapa da 'Grande América do Norte' e redefine segurança hemisférica
Mapa de Trump cria 'Grande América do Norte' e altera segurança

Estratégia da 'Grande América do Norte' redefine mapa geopolítico sob governo Trump

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, apresentou no domingo, 29 de março de 2026, um novo mapa-múndi que representa a visão geopolítica denominada estratégia da "Grande América do Norte". Este plano enquadra-se como uma grande mudança na segurança regional sob o governo de Donald Trump, redefinindo todo o Hemisfério Norte como parte de um "perímetro de segurança imediato".

Escopo estratégico abrange do Polo Norte ao Canal do Panamá

Em discurso no quartel-general do Comando Sul das Forças Armadas em Doral, Hegseth afirmou que o escopo estratégico do governo se estende "da Groenlândia ao Golfo da América (como o governo Trump chama o Golfo do México) e ao Canal do Panamá". Ele argumentou que todas as nações e territórios soberanos ao norte do Equador — da Groenlândia ao Equador e do Alasca à Guiana — devem ser vistos como parte de uma zona estratégica compartilhada, e não como parte do Sul Global.

"Trata-se de um perímetro de segurança imediato nesta grande vizinhança em que todos vivemos", declarou durante uma conferência de líderes de defesa do Hemisfério Ocidental. Hegseth enfatizou que a geografia é fundamental para a doutrina, citando barreiras naturais como a floresta amazônica e a Cordilheira dos Andes como linhas divisórias entre as responsabilidades estratégicas do norte e do sul.

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Atualização da Doutrina Monroe com 'Corolário Trump'

A ideia da "Grande América do Norte" está atrelada a uma nova estratégia de segurança nacional que revive e atualiza a Doutrina Monroe do século XIX, que colocou o Hemisfério Ocidental sob a esfera de influência direta dos Estados Unidos. Hegseth afirmou que o presidente americano restabeleceu a doutrina com um "Corolário Trump", o que ficou apelidado como "Doutrina Donroe", tornando a defesa da pátria e do hemisfério prioridades máximas de segurança nacional.

Segundo o secretário, os Estados Unidos reforçarão sua postura e presença militar em todo o Hemisfério Norte, em coordenação com parceiros regionais. Ao mesmo tempo, ele indicou uma mudança nas expectativas para os países ao sul do Equador, defendendo um maior "compartilhamento de responsabilidades" para garantir a segurança das regiões do Atlântico Sul e do Pacífico Sul, bem como de infraestruturas e recursos críticos.

Maior 'partilha de responsabilidades' para o Sul Global

"No sul, ou seja, ao sul do Equador, o outro lado desta grande vizinhança, fortaleceremos as parcerias por meio de uma maior partilha de responsabilidades. Isso permitirá que vocês desempenhem um papel maior na defesa do Atlântico Sul e do Pacífico Sul e na segurança de infraestruturas e recursos críticos em parceria conosco e com outras nações ocidentais", disse Hegseth.

O secretário de Trump traçou ainda paralelos com a Segunda Guerra Mundial, invocando uma retomada da abordagem de "Defesa de um Quarto de Esfera". "Foi isso que fizemos na Segunda Guerra Mundial. Assim como afundamos navios com torpedos na Segunda Guerra Mundial, no Departamento de Guerra, chamamos isso de Defesa de um Quarto de Esfera. E faremos isso novamente", afirmou.

Operações militares já em andamento

Na prática, a nova doutrina já significou colocar a 101ª Divisão Aerotransportada no "controle operacional" da fronteira sul e usar a força militar, e não apenas a aplicação da lei, para deter a imigração e a atividade dos cartéis latino-americanos. Hegseth vangloriou-se da "Operação Lança do Sul", que afundou barcos de cartéis, e da operação em Caracas em janeiro para prender Nicolás Maduro e sua esposa.

Ele descreveu essas ações como prova de que "ninguém pode fazer o que os Estados Unidos da América podem fazer", reforçando a posição de liderança americana na nova configuração geopolítica. Esta estratégia representa uma redefinição significativa das relações internacionais no continente, com implicações profundas para a segurança e a cooperação regional.

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