Cavalo Caramelo ganha estátua em Estrela como símbolo de resistência às enchentes no RS
Cavalo Caramelo ganha estátua em Estrela como símbolo de resistência

Passados dois anos da enchente que devastou o Rio Grande do Sul em 2024, as localidades mais atingidas pela catástrofe climática seguem em processo de reconstrução. É o caso de Estrela, município do Vale do Taquari (RS), que teve 70% do território destruído. Os estrelenses resistiram à maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul e, agora, vão ganhar de presente a estátua do animal que se tornou símbolo da resistência gaúcha: o cavalo Caramelo.

O escultor pernambucano Ranilson Viana vai construir uma estátua de 4 metros para o animal e conceder sem custos à cidade. A obra deve ficar exibida no Business Park, que fica às margens da BR-386, na entrada do município. A expectativa é que os trabalhos durem em torno de 3 meses.

“A enchente foi um momento muito triste, mas o Caramelo representa um símbolo de resistência e resiliência. Ele ficou preso lá por quatro dias, mas nos mostrou que, por mais difícil que uma situação possa parecer, sempre há uma saída”, afirma a prefeita de Estrela, Carine Schwingel.

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A estátua terá quatro metros para representar um metro por dia que o cavalo ficou ilhado. A base será feita como um telhado, à semelhança do local onde ele ficou preso em Canoas, em meio às águas. Estrela foi escolhida por ser uma das cidades mais impactadas pela força do rio Taquari.

“Foi pelo nível de estrago e destruição. Estrela é uma cidade pequena e tivemos quase 70% da cidade atingida com um alto nível de destruição. Tivemos três bairros devastados, com 1.562 casas totalmente destruídas”, relata a chefe do Executivo.

O Rio Grande do Sul foi atingido por uma enchente histórica em maio de 2024, que provocou danos em quase todos os municípios, devastou cidades — especialmente da Região Metropolitana e Vale do Taquari —, retirou milhares de pessoas de suas casas e deixou 185 mortos, além de 23 desaparecidos, 805 feridos e 2,3 milhões de afetados. De todo o país, voluntários e doadores se mobilizaram para prestar ajuda aos atingidos.

Mesmo após dois anos da cheia histórica, o município segue em reconstrução. Na quinta-feira (14), foi assinado o início das obras de seis escolas públicas para substituir as que foram destruídas, com investimento de R$ 36 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

“Estrela está em um processo de reconceituação e acaba dando destaque aos projetos de resiliência, com apoio muito forte do WRI (World Resources Institute). Mudamos a sistemática. Aqui não tem nenhum projeto urbanístico público que não tenha como base a SBN (soluções baseadas na natureza)”, conta Carine.

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