Trump pressionará Xi Jinping sobre Irã em visita à China
Trump pressiona China sobre Irã em visita a Pequim

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionará o presidente chinês, Xi Jinping, em relação ao Irã durante sua visita a Pequim na próxima semana, conforme declarou neste domingo, 10, um alto funcionário do governo americano. Trump busca um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Pressão sobre o Irã

“Eu esperaria que o presidente exercesse pressão”, afirmou o funcionário, que falou sob condição de anonimato em uma conversa com jornalistas. Ele acrescentou que Trump já havia pressionado o líder chinês em ligações anteriores. O comércio, as tarifas e a inteligência artificial também estarão na pauta da visita, que ocorrerá de quarta a sexta-feira.

O funcionário destacou que Trump abordou com Xi, em “múltiplas ocasiões”, a questão das receitas que a China gera para o Irã e a Rússia por meio da venda de petróleo, além da venda de bens de dupla utilização (militar e civil). “Espero que essa conversa continue”, completou. É provável que também seja discutido o tema das recentes sanções impostas pelos Estados Unidos à China em relação à guerra no Irã, segundo a fonte.

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Agenda da visita

Trump chegará a Pequim na noite de quarta-feira, conforme informou à imprensa a subsecretária de comunicação Anna Kelly. A viagem estava originalmente prevista para março, mas foi adiada devido à guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Na quinta-feira de manhã, serão realizadas uma cerimônia de boas-vindas e uma reunião bilateral com Xi, seguidas de uma visita ao Templo do Céu à tarde e um banquete de Estado à noite.

Na sexta-feira, Trump e Xi manterão uma reunião bilateral com chá e um almoço de trabalho antes de o líder americano retornar a Washington. Kelly afirmou que a visita se concentrará em “reequilibrar a relação com a China e dar prioridade à reciprocidade e à equidade para restaurar a independência econômica americana”.

Trégua comercial

Os Estados Unidos e a China estudarão a possibilidade de prorrogar a trégua comercial de um ano que os dois líderes acordaram em outubro do ano passado, embora as tensões continuem elevadas devido às tarifas generalizadas impostas por Trump.

Com informações da AFP.

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