A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, de 57 anos, e outros membros do partido Reunião Nacional (RN) responderam às críticas do jogador de futebol Kylian Mbappé. Em entrevista à revista Vanity Fair, o capitão da seleção francesa classificou o crescimento do partido como 'catastrófico' e defendeu o direito dos atletas de se posicionarem politicamente.
Reações dos políticos do RN
Jordan Bardella, presidente do RN e de 30 anos, que aparece com alta popularidade nas pesquisas para as próximas eleições presidenciais, respondeu ao jogador em suas redes sociais. Ele ironizou a saída de Mbappé do Paris Saint-Germain (PSG), sugerindo que o clube só venceu a Champions League após sua partida.
Marine Le Pen, em declaração à rádio francesa RTL nesta quarta-feira, 13, afirmou que o fato de Mbappé não querer que seu partido vença a tranquiliza, pois a estratégia do jogador de deixar o PSG para vencer no Real Madrid falhou. 'Sinceramente, acho que os torcedores de futebol são livres o suficiente para saber em quem votar sem a influência de Mbappé', disse Le Pen.
O deputado e porta-voz do RN, Julien Odoul, de 41 anos, declarou que o camisa 10 da seleção francesa não deveria se tornar um 'ativista político' e que é sua responsabilidade representar toda a população francesa sem polarizá-la.
Análise política
O cientista político William Thay, de 34 anos, do think tank Le Millénaire, analisou as respostas dos membros do RN a Mbappé. Segundo Thay, confrontar o jogador nesse momento é perspicaz, pois a popularidade de Mbappé está em baixa devido à sua saída recente do PSG e à má fase do Real Madrid. No entanto, atacar uma das maiores estrelas do esporte francês pode ser um risco.
Outros atletas engajados
Mbappé não é o primeiro atleta a se posicionar contra o conservadorismo na França. Marcus Thuram, filho da lenda do futebol Lilian Thuram e companheiro de seleção do craque do Real Madrid, declarou que 'luta diariamente' contra o extremismo de direita.



