Comitê da Câmara dos EUA acusa Moraes de 'censura' e cita eleições de 2026 no Brasil
EUA acusam Moraes de 'censura' e citam eleições de 2026

Comitê da Câmara dos EUA acusa ministro Moraes de liderar 'regime de censura' no Brasil

Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, divulgado na quarta-feira, 1º de abril de 2026, critica duramente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento, intitulado "O Ataque à Liberdade de Expressão no Exterior: O Caso do Brasil – Parte III", acusa o magistrado de ser responsável por liderar o que descreve como "o regime de censura brasileiro".

Impacto global e ameaça à liberdade de expressão americana

O grupo de deputados, atualmente comandado pelo Partido Republicano, do presidente Donald Trump, afirma que as ações de Moraes atingem diretamente a liberdade de expressão americana. O relatório lista três fatores principais para essa alegação:

  • Emissão de "ordens globais de remoção de conteúdo" das redes sociais;
  • Parcerias com "censores ao redor do mundo";
  • Remoção de proteções de responsabilidade legal para plataformas de mídia social.

O texto declara: "Se um juiz brasileiro pode ordenar que empresas americanas censurem a liberdade de expressão de residentes nos Estados Unidos, a liberdade de expressão americana está em risco." O documento cita punições a plataformas como X (ex-Twitter) e Rumble, que se recusaram a cumprir integralmente exigências do STF para remover contas de influenciadores brasileiros ultradireitistas.

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Menção às eleições presidenciais brasileiras de 2026

O comitê americano também destacou as eleições presidenciais brasileiras, afirmando que "a campanha de censura e manipulação jurídica do ministro Moraes atinge o cerne da democracia brasileira". Falando sobre a provável disputa de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os deputados sugerem um suposto favorecimento do petista por trás da atuação do STF.

O relatório alerta: "As ordens de censura e a estratégia jurídica do ministro Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores podem prejudicar significativamente a capacidade deles de se manifestarem online sobre assuntos de importância pública nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira."

Coordenação internacional e casos específicos

O documento ainda afirma que o Brasil "coordena seus esforços de censura com outros regimes estrangeiros semelhantes e com a Universidade Stanford". Além disso, menciona a censura de dissidentes brasileiros residentes nos Estados Unidos, como Eduardo Bolsonaro, argumentando que isso representa uma ameaça à liberdade de expressão, pois um governo estrangeiro estaria reivindicando autoridade para censurar discursos em território americano.

A comissão é presidida pelo deputado Jim Jordan, apoiador de Trump, que esteve com Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em 8 de janeiro deste ano. O relatório reflete tensões políticas internacionais em torno da atuação do STF e do ministro Alexandre de Moraes, com repercussões que ultrapassam as fronteiras do Brasil.

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