Crise energética em Cuba: Rússia envia petróleo após colapso da rede elétrica
Crise energética em Cuba: Rússia envia petróleo após colapso

Crise energética atinge Cuba com colapso da rede elétrica

A rede elétrica nacional de Cuba entrou em colapso total, deixando milhões de cidadãos sem acesso à energia elétrica em todo o país. O apagão em larga escala ocorreu em 16 de março de 2025, mergulhando a ilha caribenha em uma situação de emergência que afeta desde serviços básicos até a infraestrutura médica.

Resposta russa: petroleiro com 100 mil toneladas a caminho

Nesta segunda-feira (30), o governo da Rússia anunciou que buscará enviar mais petróleo para Cuba para ajudar a combater a crise energética, que foi agravada por um bloqueio marítimo executado pelos Estados Unidos contra a ilha. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o governo russo está satisfeito com a chegada a Cuba do petroleiro russo Anatoly Kolodkin, que transporta 100 mil toneladas de petróleo bruto.

"Vamos continuar trabalhando para suprir Cuba com petróleo. Ele é essencial para manter em funcionamento os sistemas necessários à vida normal no país, para a geração de eletricidade e para a prestação de serviços médicos e outros à população", declarou Peskov em coletiva de imprensa.

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Contexto do bloqueio marítimo americano

Washington realiza um bloqueio marítimo à ilha caribenha há mais de um mês, o que levou o país a uma grave crise energética devido ao desabastecimento de petróleo. No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou no domingo (29) que estava revertendo sua decisão de bloquear os embarques de petróleo para Cuba, afirmando que não tinha "nenhum problema" com qualquer país enviando petróleo bruto.

Segundo dados de rastreamento de navios da LSEG, a embarcação russa está navegando ao longo da costa norte de Cuba. A chegada do petroleiro ocorre após autorização do governo dos Estados Unidos, conforme informou o jornal norte-americano The New York Times no domingo (29).

Detalhes da operação de entrega

A Guarda Costeira americana decidiu não interceptar a embarcação, que transporta cerca de 730 mil barris de petróleo bruto e pertence ao governo russo. De acordo com dados da empresa de monitoramento marítimo MarineTraffic, o navio estava a menos de 24 quilômetros das águas territoriais cubanas na tarde de domingo e deve chegar ao porto de Matanzas, em Cuba, nos próximos dias.

Peskov destacou ainda que o envio de petróleo a Cuba foi algo discutido diretamente com o governo Trump. "Estamos satisfeitos que esse carregamento de derivados de petróleo chegou à ilha. Em meio a um bloqueio severo, nossos amigos cubanos precisam de derivados de petróleo e de petróleo bruto. A Rússia acredita que é nosso dever fornecer a assistência necessária aos nossos amigos cubanos", afirmou o porta-voz.

Flexibilização do bloqueio americano

A autorização representa uma flexibilização do bloqueio de fato imposto por Washington ao envio de petróleo à ilha desde janeiro, quando o governo americano passou a pressionar e até impedir embarcações de entregar combustível a Cuba. No entanto, o governo dos Estados Unidos não detalhou publicamente os termos da autorização nem as condições específicas para a chegada da embarcação russa.

A crise energética em Cuba tem impactado profundamente a população, com apagões frequentes que afetam:

  • Geração de eletricidade para residências e empresas
  • Funcionamento de hospitais e serviços médicos
  • Abastecimento de água e outros serviços essenciais
  • Atividades econômicas e produtivas na ilha

A situação permanece crítica, com a expectativa de que o petróleo russo possa aliviar parcialmente os problemas, mas especialistas alertam que a reconstrução da rede elétrica cubana exigirá tempo e investimentos significativos.

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