O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) oficializou neste sábado, 16, sua pré-candidatura ao governo do Ceará, estado que governou entre 1991 e 1994. O anúncio ocorreu em Fortaleza, reunindo apoiadores e lideranças políticas, e foi marcado por um discurso combativo.
Críticas a ex-aliados e ao STF
Em sua fala, Ciro atacou a atual gestão estadual, ligada ao seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB), e ao ex-ministro Camilo Santana (PT). Ele provocou os adversários: “Vamos lá para ver quem tem moral para falar com coerência quem serve ao Ceará”. Também os chamou de “frouxos”.
O ex-ministro também direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo “colocar um freio no lado apodrecido” da Corte. “Não é mais possível o Brasil ficar amedrontado diante de tanto abuso”, afirmou.
Desempenho eleitoral e planos
Após o pior resultado de sua carreira em 2022, quando ficou em terceiro lugar em Sobral, sua cidade natal, Ciro disse que a dor já passou. Ele descartou concorrer à Presidência, optando pela disputa estadual. “Eu virei candidato, mas não era meu plano. Já estou na idade de me aquietar”, declarou.
A campanha será focada em saúde e segurança, especialmente no combate às facções criminosas. “As facções disputaram território, mataram nossos filhos, recrutaram para o tráfico”, criticou.
Alianças e vice
Ciro anunciou que convidará o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil), para vice-governador. Capitão Wagner (União Brasil) deve concorrer ao Senado, e Pastor Alcides (PL) completará a chapa. O deputado bolsonarista André Fernandes (PL) participou do evento.
Momento de tensão
Durante o discurso, Ciro se exaltou ao ver um eleitor fazendo um gesto que associou ao Comando Vermelho. “Prende ele”, gritou. O eleitor explicou que era o “C de Ciro”. O ex-ministro pediu desculpas, mas reiterou: “Comando Vermelho aqui vai para a cadeia.”



