O senador Flávio Bolsonaro participou neste sábado, 16, de um ato político em Sorocaba para apoiar o deputado federal Guilherme Derrite, que lançou sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo. Durante o evento, Flávio também discursou sobre sua própria pré-candidatura à Presidência, que enfrenta uma crise devido às suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo investigações, Flávio teria negociado um repasse de 134 milhões de reais para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
Discurso evita polêmica
No evento, Flávio evitou mencionar diretamente o caso, conhecido como 'Dark Horse', e focou em temas gerais de sua campanha. Ele fez apenas uma alusão à crise ao afirmar: 'Aquele que na dificuldade é fraco, porque é realmente um fraco. Me subestimaram, mais uma vez. Achando que vão me calar, que vão me intimidar. Mas eles se esqueceram que aqui tem sangue de Bolsonaro. Eu não vou desistir do Brasil'.
O senador também acusou um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de interferência eleitoral e prometeu que, se eleito, trará seu pai de volta ao Palácio do Planalto em 2027. Em tom religioso, Flávio alegou que o presidente Lula teria dito que faria 'o diabo para conseguir a eleição', contrastando com o bolsonarismo, que 'está com Deus'. No entanto, não há registro de tal declaração de Lula; quem afirmou que poderia 'fazer o diabo' foi a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013.
Postura diferente em Campinas
A postura de Flávio em Sorocaba contrastou com a exibida no dia anterior, em um ato semelhante em Campinas. Na ocasião, ele perguntou à plateia se Bolsonaro merecia um filme e respondeu: 'Ele merece, e a gente vai fazer. E a gente busca recursos privados, lógico que lá atrás a gente não sabe que o investidor chegaria no momento que está hoje. Mas andou esse sonho nosso de fazer uma homenagem a Jair Bolsonaro, porque nesse país está tudo tão de pernas para o ar que o certo vira errado, o errado vira certo'.



