O banquete de Estado oferecido pelo governo chinês ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua comitiva nesta quinta-feira (14) foi marcado por grande luxo e sofisticação. As mesas foram decoradas com elaborados jardins chineses em miniatura, com lagos, grama e animais, além de louça dourada e talheres finos. O evento ocorreu no Grande Salão do Povo, em Pequim.
Presenças ilustres e tietagem
Diversas autoridades americanas e CEOs de empresas dos EUA participaram do banquete. Elon Musk, dono da Tesla e aliado de Trump, foi um dos mais assediados, tirando fotos com convidados, incluindo o CEO da Xiaomi. O secretário de Estado Marco Rubio também foi abordado para fotos.
Discursos de cooperação
Trump e Xi Jinping discursaram na abertura, pregando maior cooperação bilateral. Xi chamou a visita de "histórica" e afirmou que "o rejuvenescimento da China e o lema 'Tornar a América Grande Novamente' podem caminhar juntos". Trump, por sua vez, chamou Xi de "amigo" e o convidou para uma visita oficial a Washington em setembro.
O presidente chinês destacou que "China e Estados Unidos devem ser parceiros, não rivais", e que o respeito mútuo é fundamental. Trump disse que a relação entre os países é "uma das mais importantes da história mundial" e que há chance de criar um futuro de maior cooperação.
Reunião bilateral e questão de Taiwan
Mais cedo, a reunião entre os líderes durou cerca de 2 horas e 15 minutos. A Casa Branca classificou o encontro como "bom" e destacou discussões sobre cooperação econômica e abertura do Estreito de Ormuz. No entanto, o comunicado oficial dos EUA não mencionou Taiwan, contrastando com a versão chinesa. Segundo a agência Xinhua, Xi alertou Trump sobre o risco de conflito caso a questão de Taiwan não seja tratada com prudência.
Outros temas
Os líderes concordaram que o Irã nunca deve ter armas nucleares e que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto. Também discutiram formas de aumentar a cooperação econômica e reduzir a entrada de precursores de fentanil nos EUA.
Xi Jinping concluiu que os interesses comuns superam as diferenças e que é necessário superar a "armadilha de Tucídides", forjando um novo modelo de parceria entre as duas maiores potências mundiais.



