MP pede informações a Ricardo Couto sobre exonerações no RJ
MP pede informações a Ricardo Couto sobre exonerações

Ministério Público solicita esclarecimentos ao governador interino do Rio

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, enviou um ofício ao desembargador Ricardo Couto, governador interino do estado, solicitando informações sobre possíveis irregularidades na gestão pública. O pedido foi feito nesta quarta-feira, 20 de maio, e visa subsidiar investigações do Ministério Público.

Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, após a renúncia de Cláudio Castro (PL), Couto exonerou 2.509 servidores. O MPRJ acompanha a situação com atenção e preocupação, conforme destacou Campos Moreira no documento.

O ofício menciona a exoneração de servidores suspeitos de serem funcionários fantasmas e auditorias em mais de 6.700 contratos públicos estaduais com indícios de irregularidades, estimados em mais de R$ 81 bilhões. Também são citados o loteamento político de secretarias e autarquias, a revisão de processos administrativos e investigações envolvendo o RioPrevidência, a Cedae e o Grupo REFIT.

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O procurador-geral também requisitou a lista de processos administrativos que tiveram sigilo revogado, informações sobre medidas adotadas após as operações "Sem Refino" e "Barco de Papel", a identificação de agentes públicos citados em relatórios da Polícia Federal e providências administrativas implementadas. Além disso, pediu qualquer documento que aponte indícios de improbidade administrativa, lesão ao patrimônio público, infração penal ou crimes de responsabilidade.

A nota do MPRJ acrescenta que Campos Moreira citou notícias sobre possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Fazenda, incluindo investigações da Polícia Federal e a instauração de processos administrativos disciplinares. Também é mencionado um rombo financeiro estimado em R$ 20 bilhões, atribuído a má gestão, contratações irregulares, desvio de finalidade de recursos públicos e déficits fiscais.

O governador interino ainda não se manifestou publicamente sobre o ofício. A reportagem tenta contato com a assessoria de imprensa do governo do Rio.

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