PT, PSB e PDT fortalecem pacto para campanha de reeleição de Lula
Os presidentes nacionais do PT, Edinho Silva; do PSB, João Campos; e do PDT, Carlos Lupi, realizaram um encontro crucial em Brasília nesta quarta-feira, 18 de março de 2026. O objetivo principal foi resolver diferenças pendentes e consolidar definitivamente a aliança de esquerda em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Acordos estaduais estratégicos selam a união
Durante a reunião, foram estabelecidos arranjos políticos fundamentais em vários estados. Em Pernambuco, foi acertado que a ex-deputada federal Marília Arraes, do PDT, disputará uma vaga ao Senado na chapa de João Campos ao governo estadual. Ela se juntará ao senador Humberto Costa, do PT, que buscará a reeleição. Esta solução resolveu uma das principais tensões entre as siglas, já que Lupi havia mencionado a possibilidade de o PDT apoiar a governadora Raquel Lyra, do PSD, rival de Campos.
João Campos celebrou o acordo nas redes sociais, destacando: "Excelente conversa entre os presidentes Edinho, João Campos e Carlos Lupi na construção de uma estratégia nacional, que compreende a importância dos arranjos estaduais para o fortalecimento do projeto de reeleição do presidente Lula".
Expansão da coalizão em outros estados
A aliança também avançou em negociações para Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, onde o PDT possui candidaturas prioritárias:
- Rio Grande do Sul: Lupi negocia o apoio do PT à candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo, com vice do PT, preferencialmente Edegar Pretto, e candidatos ao Senado do PT e PSOL. Brizola aparece em segundo nas pesquisas, atrás do bolsonarista Luciano Zucco.
- Paraná: A situação está mais organizada, com o PT apoiando o deputado estadual Requião Filho (PDT), que acredita ir ao segundo turno contra Sergio Moro.
- Minas Gerais: O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) é a pré-candidatura oferecida a Lula como opção caso não se convença Rodrigo Pacheco (PSD).
Consolidação da base de apoio nacional
O PSB e o PDT formam as principais bases de centro-esquerda de Lula, junto ao PT. Enquanto o PSB já estava nessa posição desde 2022, o PDT se aproximou gradualmente durante o mandato, com acordos intensificados desde meados do ano passado. Esta reunião marca um passo significativo na unificação das forças políticas para as eleições, garantindo uma estrutura coesa em nível nacional e estadual.
A parceria reforça a estratégia de Lula para a reeleição, demonstrando que as três siglas estão alinhadas em superar divergências e focar em objetivos comuns. Os acordos estaduais são vistos como cruciais para mobilizar eleitores e fortalecer a presença da coalizão em regiões-chave do país.



