O Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou sua estratégia de associar o senador Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master e às fraudes no INSS, cunhando o termo 'bolsomaster' durante a CPMI do INSS. A expressão, criada pelo deputado Paulo Pimenta, ex-ministro da Secom de Lula, tornou-se o centro de uma campanha de vídeos e discursos para desgastar a imagem do pré-candidato do PL à Presidência.
A origem do termo
O termo 'bolsomaster' surgiu em uma reunião da bancada petista na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Paulo Pimenta foi o responsável por forjar a expressão, que agora é propagada pelo marqueteiro da campanha de Lula, Raul Rabelo, como parte central da estratégia de ataque. Vídeos produzidos pelo PT afirmam que Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi autorizado a operar o banco em 2019 pelo governo Bolsonaro, e que Fabiano Zettel, sócio do Master, teria doado R$ 5 milhões para campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas.
Conexões com o Banco Central
Os petistas destacam que foi Jair Bolsonaro quem indicou Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central. Sob sua gestão, a autarquia autorizou Vorcaro a comprar o antigo Banco Máxima, transformando-o no Master, que se tornou uma pirâmide financeira baseada em créditos podres. A oposição questiona a fiscalização do BC, que não teria detectado as fraudes a tempo.
Crédito consignado e Bolsa Família
Outro ponto explorado pelo PT é a medida provisória de março de 2022, que permitiu a beneficiários do Bolsa Família contratarem crédito consignado e ampliou a margem para servidores e segurados do INSS. Segundo os petistas, essa expansão do crédito consignado facilitou o esquema de Vorcaro, que usou o mercado para alavancar suas operações fraudulentas. O relatório da CPMI do INSS, elaborado por deputados do PT, aponta uma 'engrenagem político-econômica' que precisa ser investigada.
Manifesto e vídeos
No congresso nacional do PT, realizado no fim de semana, a legenda aprovou um manifesto que omite o escândalo do Banco Master e o roubo de aposentadorias do INSS, ocorridos durante o governo Lula. Em vez disso, exibiu vídeos para a militância com o objetivo de colar a megafraude bancária a Flávio Bolsonaro. A narrativa busca associar o senador ao esquema, mencionando até mesmo a compra de uma mansão supostamente intermediada pelo governador Ibaneis Rocha (DF).
A campanha petista, liderada por Paulo Pimenta e outros deputados, como Rogério Correia e Alencar Santana, aposta na repetição do termo 'bolsomaster' para desgastar a imagem do pré-candidato do PL. Até o momento, não há provas concretas que liguem Flávio Bolsonaro às fraudes, mas o PT insiste na associação, visando as eleições de 2026.



