Disputa acirrada pela vaga de vice na chapa de Tarcísio em São Paulo mobiliza bastidores políticos
Disputa pela vaga de vice de Tarcísio em SP mobiliza bastidores

Disputa intensa pela vice-governadoria de São Paulo define cenário político

A definição sobre quem será o companheiro de chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de outubro é um dos pontos centrais que serão tratados na reunião estratégica entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), marcada para o próximo dia 27. O encontro visa aparar arestas na relação política entre os dois e alinhar estratégias para as eleições, onde Tarcísio busca a reeleição e Flávio será candidato da direita bolsonarista contra o presidente Lula.

Briga nos bastidores pela vaga de vice incomoda o governador

A movimentada disputa pela vaga de vice na chapa de Tarcísio tem causado desconforto significativo ao governador. Atualmente ocupada por Felicio Ramuth (PSD), aliado de Gilberto Kassab, a posição é alvo de intenso interesse. O PL, liderado por Flávio Bolsonaro, deseja a vaga para fortalecer sua base em São Paulo, enquanto Valdemar Costa Neto, cacique nacional do PL, pressiona para emplacar André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), no posto.

Segundo um parlamentar do PL, há confiança elevada de que a aliança será concretizada, com o partido já buscando novos candidatos a deputado estadual na região de Mogi das Cruzes, reduto de André do Prado e Valdemar. No entanto, essa movimentação cria um dilema para Tarcísio, que teria que enfrentar a insatisfação de Kassab, que só aceita a saída de Ramuth se ele próprio assumir o cargo, um desejo que nunca escondeu.

Desafios na costura de alianças e acomodação de partidos

A definição da vaga de vice faz parte de um pacote maior que Tarcísio precisa costurar para garantir sua reeleição, acomodando todos os partidos que lhe dão sustentação na Alesp. Com o Republicanos no governo, as vagas disponíveis incluem a de vice e duas ao Senado. Um dos lugares ao Senado será do PP, com o ex-secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, como candidato.

A outra vaga ao Senado, inicialmente destinada a Eduardo Bolsonaro, está em aberto devido à sua ausência nos Estados Unidos e questões no Supremo Tribunal Federal. O PL se divide sobre quem ocuparia esse posto, e se o partido ficar com ele, dificilmente teria também a vaga de vice. O PSD, por sua vez, não aceita trocar a vice-governadoria por uma vaga ao Senado e exige uma posição de destaque na chapa para apoiar Tarcísio.

O tema deve ficar mais claro após a conversa entre Flávio e Tarcísio, que também abordará outros assuntos delicados na relação entre ambos, conforme destacado em reportagens recentes. A reunião é vista como crucial para desenhar o futuro político do estado, com implicações que podem se estender até as eleições presidenciais de 2030, onde Tarcísio é considerado um presidenciável forte.

Em resumo, a intensa disputa pela vice-governadoria reflete as complexas negociações e alianças que moldam o cenário eleitoral em São Paulo, com partidos como PL, PSD e Republicanos buscando maximizar sua influência em um ano decisivo para a política estadual e nacional.