Disputa acirrada ao Senado por São Paulo em 2026 divide campo político entre aliados de Lula e bolsonaristas
A corrida eleitoral para o Senado por São Paulo, em 2026, está marcada por uma competição intensa entre nomes ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes do bolsonarismo. Uma pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, simula dez cenários distintos com potenciais candidatos de esquerda e direita, retratando um tabuleiro político fragmentado e repleto de postulantes de peso tanto do governo federal quanto da oposição.
Ministros de Lula e bolsonaristas se destacam nas simulações eleitorais
Do lado do governo federal, a chapa em São Paulo deve ser encabeçada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet do MDB, ou pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad do PT. A expectativa é que um desses nomes seja lançado ao Senado, enquanto o outro concorra ao governo estadual. Outra possível candidata vinda da Esplanada dos Ministérios é a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva da Rede, que também aparece nas simulações da pesquisa.
Já o campo bolsonarista apresenta ao menos quatro pré-candidatos com força para representar os paulistas na Casa Alta do Legislativo: os deputados federais Guilherme Derrite do PP, Ricardo Salles do Novo e Mário Frias do PL, além do vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo do PL. Derrite atuou como secretário de Segurança Pública na gestão do governador Tarcísio de Freitas do Republicanos, enquanto Salles foi ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro e Frias ocupou a secretaria de Cultura na mesma gestão. Araújo, por sua vez, foi indicado pessoalmente pelo ex-presidente para compor chapa com o prefeito Ricardo Nunes do MDB.
Pesquisa mostra empates técnicos e margens apertadas entre os principais candidatos
Nos seis cenários simulados com Simone Tebet, a ministra aparece numericamente na liderança para o Senado, oscilando entre 16% e 20% das intenções de voto. No entanto, ela empata tecnicamente com Guilherme Derrite em duas simulações, e em uma dessas sondagens, aparece apenas quatro pontos percentuais à frente de Ricardo Salles e cinco acima de Mello Araújo.
Fernando Haddad, por outro lado, surge como o candidato favorito do lulismo ao Senado em São Paulo, mas também marca vantagem reduzida, variando entre quatro e seis pontos sobre Derrite. Em diferentes cenários, Mário Frias alcança entre 10% e 12% do eleitorado paulista, enquanto Mello Araújo oscila de 11% a 13% nas intenções de voto no estado.
O instituto Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores no estado de São Paulo entre os dias 6 e 7 de março de 2026. O índice de confiança da pesquisa é de 95%, com margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-01902/2026.
Este cenário eleitoral fragmentado e competitivo destaca a polarização política que promete marcar as eleições de 2026 em São Paulo, com disputas acirradas que podem definir os rumos do Legislativo federal. A presença de nomes fortes tanto no governo quanto na oposição indica uma batalha eleitoral que deve mobilizar eleitores e testar a força das diferentes correntes ideológicas no estado mais populoso do país.
