Datafolha testa Flávio e Michelle em nova pesquisa eleitoral de 2026
Datafolha testa Flávio e Michelle em pesquisa 2026

A nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de 2026, que será divulgada nesta sexta-feira, 22, chega cercada de grande expectativa política em Brasília. O levantamento representa o primeiro grande teste eleitoral realizado integralmente após o vazamento dos áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Escândalo dos áudios em foco

O principal ponto de atenção do levantamento será justamente o impacto político do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em 16 de maio, ainda não havia captado plenamente os efeitos da crise. Embora o registro da sondagem previsse entrevistas até o dia 14, o instituto informou posteriormente que os questionários considerados foram aplicados apenas entre os dias 12 e 13, antes da ampla repercussão dos áudios divulgados pelo Intercept Brasil.

Naquele cenário, Lula e Flávio apareciam rigorosamente empatados no segundo turno, ambos com 45% das intenções de voto. No primeiro turno, Lula tinha 38% contra 35% do senador do PL.

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Agora, pela primeira vez, o instituto vai medir diretamente o grau de conhecimento dos eleitores sobre os áudios, a percepção sobre a relação entre Flávio e Vorcaro, a avaliação da conduta do senador e se o episódio afeta sua viabilidade presidencial. A pesquisa também perguntará se Flávio deveria manter sua candidatura ou abrir espaço para outro nome da direita. O resultado pode indicar se a crise começou a produzir fissuras mais profundas no eleitorado bolsonarista.

Estreia de Michelle Bolsonaro

Outro ponto central será a estreia de Michelle Bolsonaro nos cenários eleitorais do Datafolha. Até agora, os levantamentos nacionais vinham concentrando os testes principalmente em Flávio Bolsonaro como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro. A entrada da ex-primeira-dama permitirá medir se ela possui maior capacidade de unificar o eleitorado conservador em meio ao desgaste enfrentado pelo senador.

O levantamento vai testar cenários de segundo turno entre Lula e Michelle, além de comparar o desempenho dela com outros nomes da direita, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Nos bastidores da oposição, existe expectativa para entender se Michelle pode surgir como alternativa viável caso a crise de Flávio continue se aprofundando nas próximas semanas.

Avaliação do governo Lula

O terceiro foco da pesquisa será a avaliação do governo Lula e a percepção econômica do eleitorado. Na sondagem mais recente do Datafolha, o presidente aparecia liderando numericamente o primeiro turno e já mostrava desempenho mais confortável contra candidatos alternativos da direita, como Zema e Caiado.

Agora, o instituto vai medir novamente aprovação e desaprovação do governo, percepção econômica, arrependimento de voto em 2022, identificação ideológica entre petismo e bolsonarismo, além da situação financeira dos brasileiros, incluindo endividamento e hábitos relacionados a apostas esportivas online e cassinos virtuais.

O levantamento será acompanhado de perto em Brasília para avaliar se Lula conseguiu transformar a crise do Banco Master em desgaste efetivo da oposição ou se a polarização entre petismo e bolsonarismo continua relativamente estabilizada apesar das turbulências recentes.

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