Pesquisa Quaest: Maioria dos eleitores brasileiros já tem voto definido para Presidência
Um recorte da pesquisa Genial/Quaest divulgado nesta terça-feira, 17 de março de 2026, revela que a maioria dos entrevistados já decidiu em quem vai votar para presidente nas eleições de outubro deste ano, considerando essa escolha como definitiva. Os dados mostram que 56% dos eleitores afirmam ter uma decisão consolidada, enquanto 43% admitem que ainda podem mudar de opinião.
Convicção eleitoral por candidato
O estudo detalha que os eleitores mais convictos são aqueles que optarão pelo presidente Lula, com 67% declarando que a escolha é definitiva, seguidos pelos apoiadores de Flávio Bolsonaro, com 63%. Em contraste, os eleitores mais suscetíveis a alterações são os que declararam voto em Aldo Rebelo, onde 74% disseram que podem mudar, e Romeu Zema, com 67%. Vale ressaltar que essas são parcelas pequenas dos entrevistados, já que na simulação de primeiro turno publicada na semana passada, Zema tem 3% das preferências e Rebelo, 1%.
Perfil dos eleitores e tendências demográficas
A pesquisa também analisa o perfil dos eleitores, mostrando que o eleitorado masculino está mais convencido, com 62% afirmando ter voto definitivo, contra 49% das mulheres. Isso indica que, assim como na eleição passada, a disputa pela preferência feminina será crucial. Além disso, o público mais jovem, com idades entre 16 e 34 anos, é mais disposto a reconsiderar, com 52% dizendo que podem mudar de ideia. Em comparação, apenas 40% dos eleitores de 35 a 59 anos e 38% daqueles com 60 anos ou mais admitem essa possibilidade.
Metodologia e confiabilidade do estudo
A Quaest conduziu as entrevistas com 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março de 2026. A pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%, garantindo uma representação robusta das intenções de voto no país. Esses números destacam um cenário eleitoral onde a maioria já se posicionou, mas com segmentos específicos, como mulheres e jovens, ainda em aberto para influências e debates.
