Em três semanas, país terá 13 novos governadores; veja quem são
Mudança ocorrerá em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, entre outros; prazo de desincompatibilização é até 4 de abril.
Governadores que desejam concorrer a um novo cargo nas eleições deste ano devem deixar o cargo seis meses antes da votação, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Por conta disso, em três semanas, até 4 de abril, treze estados brasileiros, cujos gestores vão tentar outros cargos nas urnas, terão novos chefes do Executivo.
Vice-governadores assumem em onze estados
Em onze deles, quem assume o posto é o atual vice-governador: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul e Roraima. Já em outras duas unidades da federação — Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte — haverá eleições indiretas nas Assembleias Legislativas para escolher quem será o governador até o fim do ano, o chamado mandato-tampão, porque os vices não estarão disponíveis para assumir.
Lista dos novos governadores
- Acre: Sai Gladson Cameli (PP), que deve disputar uma vaga ao Senado, e assume a vice-governadora Mailza Assis (PP).
- Distrito Federal: Com Ibaneis Rocha (MDB) almejando o Senado, a vice Celina Leão (PP) será a nova governadora.
- Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) também está de olho em uma vaga no Senado, deixando a cadeira para seu vice Ricardo Ferraço (MDB).
- Goiás: Um dos três pré-candidatos do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado deixará o governo para seu vice Daniel Vilela (MDB).
- Minas Gerais: Como Romeu Zema (Novo) é pré-candidato à Presidência, o vice Mateus Simões (PSD) será o novo governador.
- Mato Grosso: Com Mauro Mendes (União) saindo para concorrer ao Senado, seu vice Otaviano Pivetta (Republicanos) comandará o estado.
- Pará: Helder Barbalho (União) é pré-candidato ao Senado, deixando a cadeira livre para sua vice Hana Ghassan (MDB).
- Paraíba: João Azevêdo (PSB) sairá para disputar o Senado, e o vice Lucas Ribeiro (PP) vai assumir.
- Paraná: Como Ratinho Júnior (PSD) irá renunciar — pode ser candidato à Presidência, ao Senado ou apenas se dedicar à campanha de seus aliados no estado —, quem cuidará do governo estadual será o vice Darci Piana (PSD).
- Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL) vai deixar o governo para concorrer ao Senado. Como o vice que foi eleito na chapa dele em 2022, Thiago Pampolha, renunciou no ano passado para assumir um cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, haverá eleição indireta entre os deputados estaduais para definir quem será o governador até o final deste mandato. Os candidatos ainda não foram anunciados.
- Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT) também concorrerá a uma vaga no Senado. Seu vice, Walter Alves (MDB), rompeu politicamente com ela, disse que não assumirá o governo e que apoiará o candidato da oposição Allyson Bezerra (União), em outubro. Com isso, haverá eleições indiretas na Assembleia Legislativa potiguar.
- Rio Grande do Sul: Um dos pré-candidatos do PSD à Presidência, Eduardo Leite possivelmente irá deixar o governo para seu vice Gabriel Souza (MDB).
- Roraima: Antônio Denarium (PP) quer se candidatar ao Senado, embora sua elegibilidade esteja sendo contestada em um julgamento em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quem assumirá o governo estadual será o vice dele Sérgio Gonçalves (União).
Candidatos à reeleição ficam no cargo
Nos nove estados em que os governadores atuais ainda estão no primeiro mandato, todos são pré-candidatos à reeleição e não precisam deixar os cargos. Isso acontece em: Amapá, com Clécio Luís (União); Bahia, com Jerônimo Rodrigues (PT); Ceará, com Elmano de Freitas (PT); Mato Grosso do Sul, com Eduardo Riedel (PP); Pernambuco, com Raquel Lyra (PSD); Piauí, com Rafael Fonteles (PT); Santa Catarina, com Jorginho Mello (PL); São Paulo, com Tarcísio de Freitas (Republicanos); e Sergipe, com Fábio Mitidieri (PSD).
Fora das eleições
Já em cinco estados, o atual governador já declarou que não vai concorrer a cargo nenhum nas próximas eleições e cumprirá o mandato até o último dia. São: Paulo Dantas (MDB), em Alagoas; Carlos Brandão (sem partido), no Maranhão; Wilson Lima (União), no Amazonas; Marcos Rocha (União), em Rondônia; e Wanderlei Barbosa (Republicanos), em Tocantins.
