Trump chama Cuba de 'país fracassado' e diz que ilha quer negociar com EUA
Trump chama Cuba de 'país fracassado' e quer negociar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 12, que Cuba está “pedindo ajuda” e que pretende “conversar” com a nação caribenha. Desde que retornou à Casa Branca, o republicano lançou uma série de ameaças à ilha, especialmente após a queda do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Com a captura do chavista em janeiro, Havana viu o agravamento da crise energética — Caracas era a principal fornecedora de petróleo bruto e combustíveis de Cuba, o que mudou com a influência americana.

Declarações de Trump

“Nenhum republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um país fracassado e só está indo em uma direção — para baixo! Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu Trump na Truth Social, rede social da qual é dono. Ele permanecerá em Pequim, onde encontrará com o presidente Xi Jinping, de 13 a 15 de maio.

Novas sanções

No início deste mês, Trump anunciou a imposição de novas sanções destinadas a asfixiar o governo de Cuba, que, segundo ele, “segue representando uma ameaça extraordinária” para a segurança nacional americana. O ocupante do Salão Oval pediu ao seu governo que sancione os bancos estrangeiros que trabalham com o governo comunista de Havana, assim como endurecer as normas migratórias.

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Também serão sancionados indivíduos envolvidos nos setores da energia e da mineração, e a qualquer um que esteja envolvido com o aparato de segurança cubano ou são cúmplices de corrupção e “graves abusos dos direitos humanos”. Em declarações anteriores, o líder americano afirmou que poderia “fazer o que quiser com Cuba”, que é alvo de sanções dos Estados Unidos desde o início da década de 1960.

Reação de Cuba

A fala, na esteira de outras ameaças, irritou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que afirmou que o país está “pronto” para enfrentar uma possível agressão militar dos Estados Unidos. “Não queremos a guerra, mas é nosso dever nos prepararmos para evitá-la e, se for inevitável, vencê-la”, declarou ele, ao reforçar que a população está disposta a defender a soberania “custe o que custar”, durante discurso em abril.

Protestos em Cuba

Díaz-Canel tem lidado com crescente insatisfação. Milhares de pessoas foram às ruas de Cuba ao longo do mês de abril para expressar sua insatisfação com o governo, informou o Observatório Cubano de Conflitos (OCC) na última terça-feira, 5. De acordo com o relatório mensal da ONG, foram 1.133 protestos em todo o país, ocorridos em um momento no qual o regime socialista inicia uma campanha para adesão a uma “campanha de lealdade nacional”.

Embora o número de manifestações tenha sido ligeiramente inferior ao registrado em março (1.245 mobilizações), o descontentamento é resultado de um contexto semelhante: a intensificação da repressão estatal sobre a população. Havana teria estabelecido um toque de recolher em todo o país, utilizando força militar para estabelecer controle em ruas, parques e bairros.

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