Polícia britânica investiga ‘delivery’ de mulheres de Epstein ao ex-príncipe Andrew
Polícia investiga ‘delivery’ de mulheres de Epstein a Andrew

A polícia britânica intensificou sua ‘investigação sem precedentes’ contra o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, em relação ao seu envolvimento com o falecido financista Jeffrey Epstein. As autoridades solicitaram que possíveis vítimas e testemunhas se apresentem, especialmente aquelas com informações sobre o suposto envio de mulheres para a residência do ex-príncipe, o Royal Lodge, em Windsor.

Contexto da investigação

Epstein, que morreu na prisão em 2019 após ser condenado por crimes sexuais, mantinha uma rede de exploração sexual de menores e supostamente oferecia mulheres a amigos influentes, incluindo o ex-príncipe Andrew. A polícia britânica está focada no período em que Andrew atuou como enviado comercial do governo britânico, entre 2001 e 2011, cargo que teria conquistado com a influência de sua mãe, a rainha Elizabeth II.

Denúncia de 2010

Os detetives já avaliam a denúncia de uma mulher que afirma ter sido levada ao Royal Lodge em 2010 para fins sexuais. A vítima, que reside nos Estados Unidos, foi contatada por meio de seu advogado. O chefe assistente da Polícia do Vale do Tâmisa, Oliver Wright, declarou: ‘Reconhecemos o quão difícil pode ser falar sobre experiências dessa natureza, e qualquer contato com a polícia será guiado por seus desejos, quando e se ela se sentir pronta e capaz de fazê-lo.’

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Acusações de má conduta em cargo público

A investigação abrange possíveis crimes de má conduta em cargo público (MIPO), corrupção e até delitos sexuais. Andrew foi preso e interrogado sob advertência criminal em fevereiro, quando também houve buscas em suas residências. Entre as suspeitas, está o repasse de informações confidenciais a Epstein, conforme documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA. O ex-príncipe nega todas as acusações.

Próximos passos

A polícia espera colaboração da Casa Real e do governo britânico. A investigação deve ser longa, e um possível julgamento pode começar apenas em 2027, caso haja provas suficientes. ‘Encorajamos qualquer pessoa com informações a entrar em contato conosco’, afirmou Wright, destacando que a equipe de detetives está comprometida em explorar todas as linhas de investigação plausíveis.

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