Navio russo que afundou em 2024 levava reatores nucleares à Coreia do Norte
Navio russo levava reatores nucleares à Coreia do Norte

O navio russo Ursa Major, que afundou no Mar Mediterrâneo em dezembro de 2024, transportava "componentes de dois reatores nucleares", conforme revelou um documento obtido pela agência de notícias AFP nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A embarcação, alvo de sanções americanas, naufragou em águas internacionais, a aproximadamente 110 quilômetros ao sul de Cartagena, no sudeste da Espanha. Ao menos 16 pessoas estavam a bordo, incluindo dois marinheiros que nunca foram encontrados.

Confissão do capitão e investigação espanhola

Uma carta do governo espanhol, datada de 23 de fevereiro de 2026, em resposta a perguntas do Congresso espanhol feitas no mês anterior, apontou que o capitão "acabou confessando" que o cargueiro levava "componentes de dois reatores nucleares semelhantes aos utilizados por submarinos". Segundo ele, os reatores "não continham combustível nuclear". O documento também menciona que o incidente pode ter envolvido o uso de um torpedo para perfurar o casco do navio.

Sinais sísmicos e possíveis explosões

O Instituto Geográfico Nacional informou à AFP que detectou "quatro sinais sísmicos que poderiam corresponder a explosões submarinas" perto de Cartagena no dia do incidente. Esses sinais seriam semelhantes "às realizadas em terra, em pedreiras para extrair materiais de construção, ou às realizadas por mergulhadores militares em testes de medidas antiminas".

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Destino: Coreia do Norte

De acordo com a emissora americana CNN, a carga supostamente seria destinada à Coreia do Norte, que meses antes havia enviado soldados para lutar na guerra na Ucrânia. Na versão oficial, o navio estava a caminho de Vladivostok, no extremo oriente da Rússia. A reportagem indicou que o Ursa Major, que respondia ao Ministério da Defesa russo, pode ter sido afundado por uma operação militar ocidental, com o objetivo de impedir que Pyongyang tivesse acesso aos componentes nucleares.

Atividades militares e navio espião russo

A CNN afirmou ainda que várias atividades militares perto dos destroços foram realizadas no último ano, incluindo sobrevoos de aeronaves de detecção nuclear dos Estados Unidos. Uma fonte espanhola familiarizada com o assunto disse à emissora que, uma semana após o naufrágio, o local foi visitado por um navio espião russo, que teria causado quatro explosões.

Na época, a proprietária da embarcação alegou um possível "atentado terrorista". A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do naufrágio e o destino dos componentes nucleares.

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