Homem confronta astronautas da Artemis II e acusa missão de ser falsa no Capitólio
Homem confronta astronautas da Artemis II no Capitólio

Um homem abordou de forma agressiva os quatro astronautas da missão Artemis II, da Nasa, e os acusou de mentir sobre a histórica viagem ao redor da Lua concluída em abril. O episódio ocorreu no Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, e foi registrado em vídeo que viralizou nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026.

O confronto

Nas imagens, gravadas em 12 de maio, o sujeito aparece a poucos metros do grupo gritando frases como “Parem de mentir!” e “Parem de fazer teatro!”. “Vocês nunca foram ao espaço”, bradou, antes de acrescentar: “Sigam Jesus. Deus está observando vocês.” Os astronautas mantiveram a calma durante todo o episódio e evitaram responder diretamente às provocações, continuando a caminhar pelo corredor do edifício.

A tripulação da Artemis II

A tripulação da missão Artemis II é composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. Glover, piloto da missão, ainda acenou discretamente para o homem antes de deixar o local.

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A cena remeteu a um episódio célebre envolvendo Buzz Aldrin, um dos astronautas da Apollo 11 e segundo homem a caminhar na Lua. Em 2002, Aldrin reagiu com um soco após ser confrontado por Bart Sibrel, um dos mais conhecidos defensores da teoria conspiratória de que aquele primeiro pouso lunar de 1969 teria sido forjado.

A missão Artemis II

Lançada em 1º de abril, a Artemis II levou quatro astronautas a uma jornada de aproximadamente dez dias ao redor da Lua antes do retorno à Terra. A missão marcou o primeiro voo tripulado além da órbita terrestre desde a missão Apollo 17, em 1972, e simboliza o início de uma nova etapa da exploração espacial americana.

O programa Artemis foi criado para estabelecer presença humana sustentável na Lua e preparar futuras missões tripuladas a Marte.

Teorias da conspiração

O negacionismo em torno de missões lunares existe há décadas, embora cientistas apontem evidências amplas que contradizem a conspiração. As missões Apollo, por exemplo, deixaram equipamentos na Lua ainda utilizados em pesquisas científicas, como refletores empregados para medir a distância até a Terra com feixes de laser. Além disso, sondas espaciais registraram imagens dos locais de pouso dos astronautas.

Historiadores também costumam lembrar que, durante a Guerra Fria, a União Soviética — principal rival dos Estados Unidos em tudo, inclusive na corrida espacial — tinha capacidade técnica para monitorar as operações americanas e jamais apresentou qualquer evidência de fraude. Ainda assim, teorias conspiratórias sobre exploração espacial seguem circulando nas redes sociais.

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