EUA enviam porta-aviões ao Caribe e aumentam pressão sobre Cuba
EUA enviam porta-aviões ao Caribe para pressionar Cuba

Os Estados Unidos voltaram a mobilizar militares no Caribe, agora com o objetivo de pressionar o regime cubano. Um porta-aviões e outros navios de guerra chegaram à região, intensificando a pressão em várias frentes: diplomática, econômica, jurídica e militar.

Porta-aviões Nimitz no Caribe

O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos divulgou imagens do porta-aviões Nimitz e seus navios de escolta. “Bem-vindos ao Caribe”, afirmou o perfil nas redes sociais. A embarcação estava na América do Sul. Em abril, atravessou o mar da Argentina e, em maio, chegou ao Rio de Janeiro, onde passou dias realizando exercícios com a Marinha do Brasil. Depois, subiu a costa sul-americana até chegar na quarta-feira (20) ao Caribe.

Além disso, os Estados Unidos têm realizado voos militares de vigilância perto de Cuba. A Casa Branca usou um roteiro semelhante há poucos meses: posicionou o maior porta-aviões do mundo no Caribe para depois lançar uma operação na Venezuela e tirar Nicolás Maduro do poder. Por isso, o alerta aumentou nesta quinta-feira (21), e Donald Trump foi questionado se sua intenção agora é intimidar Cuba.

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O presidente respondeu: “Não, de maneira nenhuma. Nós vamos ajudá-los. Outros presidentes vêm tentando há 50, 60 anos fazer algo, e parece que serei eu quem vai fazer. Queremos abrir essa possibilidade aos cubano-americanos, para que possam retornar e ajudar”.

Pressão diplomática e ajuda humanitária

O secretário de Estado americano disse nesta quinta-feira (21) que os cubanos aceitaram um pacote de US$ 100 milhões em ajuda humanitária como parte das negociações. Mas o chefe da diplomacia também mostrou ceticismo com o diálogo: “A preferência do presidente é sempre por um acordo negociado e pacífico. Mas a probabilidade de isso acontecer, considerando com quem estamos lidando agora, não é alta”.

Marco Rubio, filho de cubanos e grande crítico do regime, não descartou uma intervenção militar: “Se há uma ameaça à nossa segurança nacional, o presidente tem o direito e a obrigação de enfrentar essa ameaça. Cuba não apenas possui armamentos adquiridos da Rússia e da China, também abriga a inteligência russa e chinesa”.

Reação de Cuba

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, condenou os comentários e disse que uma agressão militar provocaria o derramamento de sangue cubano e americano. Ele também acusou Washington de provocar o colapso econômico e o desespero social na ilha. Além do embargo de décadas, os Estados Unidos impedem petroleiros de abastecerem Cuba desde janeiro de 2026.

Nesta quinta-feira (21), a Suprema Corte determinou que uma empresa americana tem direito a indenizações pela estatização de um terreno portuário. A propriedade em Havana foi tomada pelo regime em 1960. Na quarta-feira (20), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou criminalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro de homicídio por derrubar dois aviões em 1996.

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