Pesquisa Datafolha revela que 68% dos endividados acreditam no Desenrola 2.0
68% dos endividados confiam no Desenrola 2.0, aponta Datafolha

Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada na quinta-feira (21), traça um panorama detalhado do endividamento dos brasileiros. De acordo com o levantamento, 68% dos endividados acreditam que serão beneficiados pelo programa Desenrola 2.0. Além disso, 82% dos entrevistados consideram que a iniciativa tem um impacto positivo para a economia como um todo.

Comparação com avaliação do governo

Os índices de aprovação do Desenrola 2.0 superam as avaliações positivas do governo federal. Entre os endividados, apenas 31% classificam a gestão como ótima ou boa, e 46% aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os não endividados, 39% veem benefícios pessoais no programa, e 73% acreditam em seu impacto econômico positivo. Esses números também ficam acima das avaliações do governo: 30% dos não endividados o consideram ótimo ou bom, e 45% aprovam o trabalho de Lula.

Perfil dos otimistas

A pesquisa revela que os mais otimistas com o Desenrola 2.0 são os jovens, moradores da região Nordeste e eleitores do presidente Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas pelo programa.

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Metodologia da pesquisa

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais nos dias 12 e 13 de maio. A margem de erro total é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Entre os não alinhados, a margem sobe para quatro pontos percentuais.

Endividamento com amigos e familiares

Em 18 de abril, outra pesquisa do Datafolha já havia mostrado que dois em cada três brasileiros possuem dívidas financeiras. Desses, 41% contraíram empréstimos com amigos ou familiares e não devolveram o dinheiro. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Inadimplência por tipo de dívida

Entre os endividados, 29% estão inadimplentes no parcelamento do cartão de crédito, 26% não quitaram empréstimos bancários e 25% têm pendências em carnês de lojas. O crédito rotativo é utilizado por 27% dos entrevistados, sendo que apenas 5% recorrem a ele habitualmente e 22% o fazem ocasionalmente. O rotativo é ativado quando o cliente paga apenas o mínimo da fatura, com juros elevados sobre o saldo devedor.

Dívidas com contas de serviço

A inadimplência em contas de consumo atinge 28% dos entrevistados. As principais contas atrasadas são: telefonia e internet (12%), tributos como IPTU, IPVA e carnê-leão (12%), energia elétrica (11%) e água (9%).

Sensação de aperto financeiro

O levantamento também mediu a sensação de aperto financeiro por meio de um índice que avalia oito tipos de restrições orçamentárias. Os resultados mostram que 45% da população vive sob forte pressão econômica: 27% em situação apertada e 18% em condição severa. Outros 36% enfrentam situação moderada, e apenas 19% são considerados isentos ou com restrições leves.

Para equilibrar as contas, os brasileiros sacrificam primeiro o lazer (64%), seguido pela redução de refeições fora de casa (60%) e troca de marcas por opções mais baratas (60%). O consumo básico também é afetado: 52% reduziram a compra de alimentos, e 50% cortaram gastos com água, luz e gás. Além disso, 40% deixaram contas vencerem, e 38% suspenderam o pagamento de dívidas ou a compra de remédios.

Quando questionados sobre o maior problema pessoal, 37% dos brasileiros citaram fatores financeiros, como baixa renda, endividamento e alto custo de vida.

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