Pelo menos 30 pessoas morreram após um carro-bomba atingir um trem de passageiros no sudoeste do Paquistão no último domingo, 24 de maio de 2026. O ataque, o mais recente contra infraestruturas estatais na região, foi reivindicado pelo Exército de Libertação do Baluchistão (BLA), um grupo separatista que atua há décadas na província rica em minerais.
Detalhes do atentado
Segundo informações da agência Reuters, o atentado suicida ocorreu em Quetta, capital da província do Baluchistão. Imagens do local mostram veículos queimados, destroços espalhados ao longo dos trilhos e prédios residenciais danificados, com colunas de fumaça. A explosão descarrilou a locomotiva e três vagões, enquanto outros dois capotaram.
Funcionários estatais relataram que o trem transportava agentes de segurança e suas famílias, que deixavam o acampamento militar de Quetta para celebrar o Eid al-Adha, festival muçulmano que sucede a peregrinação a Meca.
Reivindicação e motivações
O BLA, conhecido por ações semelhantes nos últimos anos, afirmou que a população do Baluchistão é prejudicada pela exploração dos recursos minerais locais sem contrapartida. O grupo realiza ataques contra agentes estatais como forma de protesto.
Reação do governo
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou: “Tais atos covardes de terrorismo não podem enfraquecer a determinação do povo paquistanês”. Islamabad afirma ter executado ao menos 145 militantes do BLA em 2026, em retaliação a ataques que mataram 50 pessoas no Baluchistão. Em março de 2025, 33 separatistas foram mortos após sequestrarem um trem com soldados, resultando na morte de 21 reféns e 4 soldados.



