Moro protocola PEC para reforçar poderes de CPIs e restringir atuação do Judiciário
O senador Sergio Moro, do PL do Paraná, apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa tornar obrigatória a presença de investigados e testemunhas em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A iniciativa busca fortalecer os trabalhos dessas comissões, impondo sanções para quem não comparecer, ao mesmo tempo em que limita a interferência de outros poderes, especialmente o Judiciário, nos processos.
Detalhes da proposta e medidas coercitivas
Pelo texto da PEC, protocolado no Senado, investigados e testemunhas convocados para depor em CPIs terão a obrigação de comparecer. Embora seja mantido o direito ao silêncio em casos onde as respostas possam levar à autoincriminação, a ausência injustificada poderá resultar em condução coercitiva e aplicação de multas. Essas medidas têm como objetivo assegurar a eficácia das investigações parlamentares, evitando obstruções que possam prejudicar a apuração de fatos.
Limitação de poderes e apoio no Senado
Além das regras para presença em CPIs, a proposta de Moro inclui dispositivos que restringem a interferência de outros poderes, como o Judiciário, no andamento dos trabalhos das comissões. Isso visa garantir maior autonomia para as CPIs, permitindo que conduzam investigações sem interrupções externas. Até o momento, a PEC já conta com a adesão de 41 senadores, o que representa uma maioria significativa no plenário, demonstrando um amplo apoio à iniciativa.
Próximos passos e tramitação
Agora, a proposta aguarda despacho da Mesa Diretora do Senado para, em seguida, ser encaminhada à análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Esse processo é crucial para avaliar a constitucionalidade da PEC antes de seguir para debates e votações em plenário. A expectativa é que, com o apoio já consolidado, a tramitação ocorra de forma ágil, podendo impactar futuras investigações parlamentares no país.
Em resumo, a PEC de Sergio Moro representa uma tentativa de reformar as regras das CPIs, combinando obrigatoriedade de presença com sanções e limites à interferência judicial, em um movimento que busca fortalecer a atuação do Legislativo em investigações de interesse público.



