Bia Borinn critica visão limitada sobre brasileiros em Hollywood
Bia Borinn critica visão limitada sobre brasileiros em Hollywood

Há quase uma década vivendo nos Estados Unidos, a atriz Bia Borinn afirma que o maior obstáculo para artistas brasileiros em Hollywood continua sendo a superação de estereótipos. Em entrevista à coluna GENTE, a artista, que integrou o elenco da série Tudo é Justo, do Disney+, sob direção de Ryan Murphy, declara que a indústria americana ainda enxerga os latinos como um bloco homogêneo, desconsiderando as particularidades culturais e linguísticas de cada país da América Latina. “Latino, para eles, é sinônimo de espanhol. O brasileiro acaba se tornando um subgrupo dentro dessa categoria”, explica.

Bia, que chegou aos EUA aos 34 anos após consolidar sua carreira no Brasil, relata que precisou “recomeçar do zero” em Nova York antes de se mudar para Los Angeles. “É preciso se fazer presente, construir relacionamentos, fazer networking. Isso é muito semelhante ao que acontece no Brasil”, comenta. A atriz observa, no entanto, que a indústria americana vive um momento delicado após o auge dos serviços de streaming. “Houve uma explosão de produções, parecia que havia trabalho para todos. Mas depois perceberam que aquilo não era sustentável. Atualmente, muitas pessoas estão desempregadas em Los Angeles”.

Participação em 'Tudo é Justo' e convivência com celebridades

Bia integra o elenco de Tudo é Justo, produção do Disney+ estrelada por Naomi Watts e Kim Kardashian. Segundo a atriz, o ambiente no set era “de celebridade o tempo inteiro”. “Sentia uma pressão enorme para não cometer erros”, revela. Sobre Kim Kardashian, Bia percebeu a empresária “tensa” diante da responsabilidade de estrear como atriz em um projeto de grande porte.

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Iniciativa educacional para crianças brasileiras

Além da atuação, Bia fundou o projeto educacional Brazilian Play and Learn, voltado para filhos de imigrantes brasileiros nos EUA. A ideia surgiu ao notar como crianças latinas ainda sofrem preconceito por causa do sotaque ou por falarem outro idioma nas escolas americanas. “Quero que essas crianças cresçam sem uma visão estereotipada do Brasil. Elas podem ser os futuros roteiristas, produtores e diretores que vão mudar essa narrativa”, afirma.

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