Vice-chefe da inteligência militar russa é baleado em Moscou; FSB prende suspeitos nos Emirados Árabes
O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia anunciou, neste domingo (8), a detenção do autor e de um cúmplice na tentativa de assassinato do general Vladimir Alekseyev, vice-chefe da inteligência militar russa. Os suspeitos foram presos nos Emirados Árabes Unidos e um deles já foi extraditado para a Rússia, conforme informações divulgadas pelas autoridades.
Detalhes do ataque e prisões
O ataque ocorreu na sexta-feira (6), em um prédio residencial no noroeste de Moscou. Alekseyev foi atingido por múltiplos tiros de um agressor não identificado e precisou ser hospitalizado, segundo Svetlana Petrenko, porta-voz do Comitê Investigativo russo. O FSB não revelou a identidade dos presos nem os motivos por trás do atentado, que acontece em um contexto de tensões prolongadas entre Rússia e Ucrânia.
Contexto de conflito e ataques anteriores
Este incidente se soma a uma série de atentados contra altos oficiais militares russos, que Moscou tem atribuído à Ucrânia desde o início do conflito há quase quatro anos. Entre os casos recentes, destacam-se:
- Em dezembro de 2024, o tenente-general Fanil Sarvarov foi morto por um carro-bomba.
- Em abril, o tenente-general Yaroslav Moskalik foi vítima de um explosivo em seu veículo.
- Também em dezembro de 2024, o tenente-general Igor Kirillov, chefe das forças de defesa nuclear, biológica e química, foi assassinado por uma bomba escondida em um patinete elétrico.
A Ucrânia assumiu a responsabilidade por alguns desses ataques, mas ainda não se pronunciou sobre o atentado contra Alekseyev. Em declarações anteriores, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy mencionou a "liquidação" de militares russos como parte de uma "justiça inevitável".
Negociações e impacto político
O tiroteio aconteceu um dia após a conclusão de conversas em Abu Dhabi entre negociadores da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, com o objetivo de encerrar a guerra. A delegação russa foi liderada pelo almirante Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar, destacando a importância estratégica das figuras envolvidas. Este evento reforça as complexidades das relações internacionais e a violência contínua que permeia o conflito.
As autoridades russas continuam a responsabilizar Kyiv pelos assassinatos, enquanto a Ucrânia mantém uma postura ambígua, assumindo autoria em alguns casos e silenciando em outros. A situação evidencia a escalada de hostilidades e os desafios para a segurança na região.