Israel e Líbano acertam cessar-fogo de 10 dias mediado por Trump a partir desta quinta
Israel e Líbano acertam cessar-fogo de 10 dias mediado por Trump

Acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano é anunciado por Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, que entra em vigor às 19h, horário de Brasília. A trégua foi negociada após conversas diretas entre os líderes dos dois países, mediadas pelo governo norte-americano.

Conversas "excelentes" precedem anúncio

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que a decisão foi tomada após conversas "excelentes" que manteve com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. "Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias", escreveu o republicano.

O presidente norte-americano também ordenou que o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Rubio e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Razin' Caine, trabalhem com Israel e Líbano para alcançar uma "paz duradoura".

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Contexto do conflito e negociações

O Líbano e Israel realizaram suas primeiras conversas diplomáticas diretas em décadas na terça-feira, em Washington, após mais de um mês de guerra entre Israel e o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã. O conflito começou em 28 de fevereiro com ataques israelenses e americanos ao Irã, e o Líbano foi arrastado para a guerra no dia 2 de março, quando o movimento xiita abriu uma frente de combate contra Israel em retaliação à morte do líder supremo Ali Khamenei.

Segundo as autoridades libanesas, os ataques israelenses mataram mais de 2.000 pessoas e deslocaram pelo menos um milhão. Apesar das negociações, Israel continuou atacando supostos alvos do Hezbollah no Líbano, incluindo o sul de Beirute nesta quarta-feira, enquanto o grupo pró-iraniano disparou quase 30 foguetes contra território israelense.

Posicionamentos divergentes

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que é "muito cedo para dizer como essa questão vai terminar" e que o principal objetivo da negociação com o Líbano é garantir o "desmantelamento" do Hezbollah. "Nas negociações com o Líbano há dois objetivos fundamentais: em primeiro lugar, o desmantelamento do Hezbollah; em segundo lugar, uma paz sustentável, alcançada por meio da força", declarou o premiê.

Por outro lado, o grupo militante libanês Hezbollah já declarou que não cumprirá qualquer acordo resultante das negociações entre Líbano e Israel. Wafiq Safa, membro do alto escalão do conselho político do grupo, afirmou à Associated Press: "Quanto aos resultados desta negociação entre o Líbano e o inimigo israelense, não estamos interessados ou preocupados com eles. Não estamos vinculados ao que eles concordam."

Mediação norte-americana e pressão regional

O governo dos Estados Unidos, que atua como mediador do encontro, pressiona para deter o conflito entre as forças israelenses e o grupo armado por temer que isso possa prejudicar as negociações com Teerã — conversas que, até o momento, não apresentaram progresso, após o fracasso de uma reunião realizada no Paquistão durante o fim de semana.

Washington declarou que "a bola está com o Irã" no que diz respeito ao fim da guerra no Oriente Médio, após a Marinha americana bloquear a navegação dos portos iranianos no Estreito de Ormuz, que a Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do regime iraniano, já havia fechado.

Enquanto isso, Netanyahu disse ter instruído os militares israelenses a continuarem reforçando a zona de segurança no sul do Líbano e afirmou que as Forças Armadas do país continuam atacando o grupo armado e estão prestes a "dominar" a cidade de Bint Jbeil, considerada o principal reduto dos combatentes do Hezbollah.

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