Quadrilha que explodiu agência bancária em SP é condenada a 96 e 94 anos de prisão
Quadrilha condenada a 96 e 94 anos por explosão de agência em SP

Condenação de integrantes de quadrilha que explodiu agência bancária em São Pedro

Dois membros da quadrilha responsável por explodir a área dos cofres de uma agência do Banco do Brasil em São Pedro, interior de São Paulo, e roubar R$ 235 mil foram condenados a penas de 96 anos e 9 meses e 94 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado. A sentença foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta terça-feira (12). O crime ocorreu em 8 de abril de 2024. Cabe recurso da decisão. O g1 tenta contato com a defesa dos réus.

Detalhes da sentença

As penas foram fixadas pela juíza Heloisa Carolina Leonel Silva, que destacou a participação dos réus em organização criminosa, tentativa de latrocínio, receptação dolosa, posse de armas de fogo de uso restrito e de artefatos explosivos, além de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A magistrada ressaltou a robustez das provas coletadas durante a investigação.

Relembre o crime

Por volta das 4h do dia 8 de abril, os criminosos invadiram a agência localizada no Centro de São Pedro fortemente armados com fuzis de uso restrito. Houve troca de tiros com policiais militares. A quadrilha utilizou explosivos para destruir os cofres e, durante a fuga, espalhou miguelitos – objetos metálicos pontiagudos – para furar pneus de viaturas policiais. O grupo fugiu em direção a Itirapina (SP). A mesma agência já havia sido alvo de ataques em 2018 e 2019.

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Provas e laudos

Segundo a juíza, os laudos periciais confirmaram a materialidade dos crimes. O laudo de local de crime, os laudos dos locais em São Pedro e Americana, e o registro do valor subtraído comprovaram o roubo de R$ 235.719. Os artefatos explosivos apreendidos na agência e os miguelitos na rota de fuga documentaram os meios empregados. O extenso arsenal apreendido em uma residência em Sumaré – quatro fuzis, centenas de munições, explosivos, estopins, coletes balísticos e equipamentos táticos – demonstrou a posse de armas de uso restrito.

Além disso, laudos de confronto de DNA em roupas, máscara respiratória, toucas, cartuchos e colete balístico, bem como laudo papiloscópico e de confronto balístico, estabeleceram nexo técnico entre os acusados e os objetos apreendidos. Depoimentos de testemunhas e outras provas periciais também corroboraram a participação dos réus.

Prisões

Um dos acusados foi localizado próximo ao pedágio de Sumaré e levou os policiais a um imóvel onde foram apreendidos fuzis, munições, explosivos, dinheiro em espécie e um veículo. Durante a ação, um integrante da quadrilha entrou em confronto com a polícia e morreu. O segundo réu foi encontrado em Indaiatuba, onde foram apreendidos acessórios táticos, um drone e a moto furtada utilizada no roubo. Ambos foram presos em flagrante.

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