A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito sobre a morte de um bebê de dois meses em uma unidade de saúde de Cantagalo, na terça-feira (12). A investigação apontou que não houve prática de homicídio culposo, ou seja, crime sem intenção de matar por erro médico. O óbito ocorreu em 26 de junho de 2025.
Investigação detalhada
Para esclarecer a causa da morte, a PCMG realizou oitivas de profissionais de saúde, servidores da unidade e testemunhas, além da análise de prontuários e outros documentos médicos. Exames periciais e médico-legais também foram feitos. As investigações examinaram todas as circunstâncias do atendimento à criança, incluindo o primeiro atendimento durante a madrugada, o retorno posterior à unidade e as medidas adotadas pela equipe médica em ambas as ocasiões.
Atendimento e conclusão
Segundo a PCMG, o bebê recebeu atendimento imediato e foi submetido a procedimentos clínicos compatíveis com o quadro apresentado. Testemunhas relataram que a criança deixou a unidade com sinais vitais preservados, saturação adequada e frequência cardíaca normal. Posteriormente, houve novo acionamento da unidade, mas o bebê já retornou sem sinais vitais. O delegado Marceleandro Silva afirmou: “A Polícia Civil atuou de forma técnica e minuciosa para esclarecer integralmente os fatos. Todas as hipóteses foram investigadas, com análise aprofundada das informações reunidas, sendo constatada a ausência de elementos que configurassem infração penal.” O inquérito foi encerrado sem indiciamentos, por falta de indícios de crime, e encaminhado à Justiça.



