Irã estabelece racionamento de combustível após ataques militares
As autoridades do Irã implementaram uma medida de racionamento de gasolina, limitando o fornecimento a 20 litros diários por pessoa, em resposta aos ataques ocorridos na madrugada contra instalações petrolíferas na capital, Teerã. Os ataques provocaram uma nuvem tóxica sobre a cidade e danificaram a rede de abastecimento, levando a uma interrupção temporária na distribuição.
Declarações oficiais e contexto do racionamento
O governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial IRNA, afirmou que "devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida". Ele acrescentou que a situação está "sendo resolvida" e que o racionamento é uma medida provisória após os ataques da noite passada. Antes da guerra, o Irã já tinha uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da região, mas essa nova restrição é mais severa.
Detalhes dos ataques e responsabilidades
Israel atacou na noite de ontem quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Teerã e Alborz, conforme confirmado por Keramat Veis Karami, diretor-executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos. Esses ataques fazem parte de um conflito mais amplo, onde os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irã em 28 de fevereiro, resultando na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
Consequências e retaliações regionais
Com a morte de Khamenei, o Conselho de Liderança Iraniano assumiu a direção do país. Em resposta, o Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, incluindo:
- Arábia Saudita
- Bahrein
- Emirados Árabes Unidos
- Catar
- Kuwait
- Líbano
- Jordânia
- Omã
- Iraque
Além disso, incidentes com projéteis iranianos foram registrados em Chipre e na Turquia, ampliando o alcance do conflito. A situação continua tensa, com impactos diretos na vida cotidiana dos iranianos, como evidenciado pelo racionamento de gasolina, que afeta a mobilidade e a economia local.



