Confusão entre deputados na Alego ainda sem punição após duas semanas
Alego: briga entre deputados segue sem punição

A confusão envolvendo os deputados estaduais Amauri Ribeiro e Major Araújo, ambos do Partido Liberal (PL), continua sem desfecho na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Passadas duas semanas do episódio que incluiu troca de ameaças e até mesmo uma ameaça de morte, a Casa ainda não adotou nenhuma medida concreta para punir os parlamentares.

Presidente promete punição, mas sem prazo

Em entrevista à TV Anhanguera, o presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (União Brasil), afirmou que está trabalhando para que o caso não fique impune. “Nós vamos trabalhar com muita energia, para que haja punição. Estou fazendo, estou cobrando, para que seja com muita celeridade”, declarou Peixoto. No entanto, quando questionado sobre prazos regimentais para a abertura de procedimento de análise, a presidência não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Reações dos envolvidos

O deputado Amauri Ribeiro divulgou uma nota oficial na qual afirma esperar que o Conselho de Ética da Alego “apure os fatos com rigor e aplique as medidas cabíveis”. Ele informou que foram protocoladas representações no Conselho de Ética, no Ministério Público e na Corregedoria da Polícia Militar. Já o deputado Major Araújo foi procurado pela reportagem, mas não retornou até o fechamento desta matéria.

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O episódio da briga

A discussão ocorreu no plenário da Alego no dia 7 de maio. Durante um debate acalorado, Amauri Ribeiro disse: “Não deixa eu colocar a mão em você!”. Em resposta, Major Araújo ameaçou: “Põe a mão em mim para você ver! Amanhã você amanhece morto”. As ameaças foram registradas em vídeo por pessoas presentes no plenário, após a sessão ter sido interrompida pelo presidente Bruno Peixoto devido à escalada da agressividade.

Nota de Amauri Ribeiro na íntegra

“É inadmissível que um deputado ameace de morte outro parlamentar dentro da Assembleia Legislativa de Goiás. O deputado estadual Amauri Ribeiro foi ameaçado de morte pelo deputado Major Araújo, policial militar da reserva, em um episódio grave que ultrapassa todos os limites do debate democrático, do respeito institucional e da convivência parlamentar. Como se não bastasse, Major Araújo ainda apresentou requerimento solicitando autorização para entrar armado no plenário da Alego. Diante da gravidade dos fatos, foram protocoladas representações no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa, no Ministério Público e também na Corregedoria da Polícia Militar. Esperamos que o Conselho de Ética apure os fatos com rigor e aplique as medidas cabíveis, já que não é a primeira vez que o deputado Major Araújo se envolve em episódios de ameaças, utilizando sua condição de policial militar para tentar intimidar parlamentares e até mesmo a população goiana.”

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