Simone Tebet se filia ao PSB para disputar vaga no Senado por São Paulo
Tebet deixa MDB após 30 anos e se filia ao PSB para Senado

Ministra do Planejamento deixa MDB após três décadas e ingressa no PSB para campanha ao Senado

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, formalizou nesta sexta-feira (27) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A mudança partidária marca o início de sua campanha por uma das vagas no Senado Federal representando São Paulo, após quase 30 anos de militância no MDB.

Evento reúne lideranças políticas importantes do partido

O ato de filiação contou com a presença de diversas autoridades do PSB, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, o líder do partido na Câmara Federal, Jonas Donizette, o presidente do PSB-SP, Caio França, e a presidente do PSB paulistano, Tabata Amaral. Também estiveram presentes vereadores, prefeitos, vices e pré-candidatos que celebraram a chegada da ministra ao partido.

Tabata Amaral destacou em seu discurso: "Sem a coragem e compromisso democrático de vocês dois, Alckmin e Tebet, a história teria sido outra. Essas duas lideranças que ajudaram a salvar a democracia em 2022 estão no mesmo partido e isso nos enche de orgulho. Você traz a experiência de quem conhece o Brasil real".

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Alckmin enfatiza escolha entre democracia e ditadura nas eleições

O vice-presidente Geraldo Alckmin também discursou durante a cerimônia, ressaltando que os eleitores terão que escolher neste ano entre quem protege a democracia e quem defende a ditadura. Ele afirmou ainda que o governo Lula é o governo da superação, com fomento para educação, saúde, meio ambiente e infraestrutura, elogiando a participação de Tebet nessas realizações.

Simone Tebet estava no MDB desde 1997, onde construiu toda sua trajetória política, incluindo mandatos como senadora e candidatura à Presidência da República em 2022. Agora, ao migrar para o PSB, ela passa a integrar o mesmo partido do vice-presidente Alckmin, fortalecendo a base governista.

Anúncio prévio da candidatura ao Senado

No dia 12 de março, a ministra já havia anunciado publicamente sua intenção de disputar uma vaga no Senado por São Paulo durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande (MS). Em comunicado oficial, o PSB afirmou celebrar a filiação de Tebet "com entusiasmo, respeito e senso de responsabilidade histórica".

O partido destacou em nota: "Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático. Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento".

Transição do ministério e conexão com São Paulo

Tebet revelou que ainda não há data definida para entregar o cargo no Ministério do Planejamento, mas a previsão é confirmar sua saída até o final de março. Ela expressou seu vínculo com São Paulo: "São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil".

A ministra também mencionou que conversas vinham sendo mantidas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin sobre sua nova jornada política. "Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. Para a minha grata surpresa, fui ver que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação", destacou Tebet.

Segundo pesquisa Datafolha recente, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Simone Tebet lideram a corrida pelas duas vagas do Senado por São Paulo, indicando que a candidatura da ministra começa com boas perspectivas eleitorais.

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