Presidente do TCU descarta reverter liquidação do Banco Master e reafirma autonomia do BC
TCU não reverte liquidação do Banco Master, diz presidente

Presidente do TCU descarta reverter liquidação do Banco Master e reafirma autonomia do BC

Em declarações firmes, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, descartou qualquer possibilidade de reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central em 18 de novembro. Durante sua participação no CEO Conference promovido pelo BTG Pactual nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, Rêgo Filho foi categórico ao afirmar: "Não. Reversão não", quando questionado sobre os planos da corte em relação ao caso.

Respeito à autonomia do Banco Central

O presidente do TCU reiterou o que tem dito nas últimas semanas, enfatizando que o tribunal se limitará a avaliar se a liquidação do Banco Master atendeu às regras existentes e ao princípio de transparência pública. Ele acrescentou que defende a autonomia do Banco Central e que qualquer atitude que a contrarie seria considerada um retrocesso institucional.

Essa posição vem em um contexto de polêmica, após o ministro do TCU, Jonathan de Jesus, determinar monocraticamente uma inspeção no Banco Central para apurar a liquidação do Master. O movimento gerou temores entre agentes financeiros de que a corte pudesse reverter o fechamento do banco de Daniel Vorcaro, o que poderia causar insegurança no mercado.

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Pressão pública e recuo do ministro

A decisão de Jonathan de Jesus colocou o TCU sob uma enorme pressão da opinião pública, que questionava os motivos para que a corte questionasse o Banco Central. A polêmica ameaçava escalar quando o BC apresentou embargos de declaração, solicitando esclarecimentos do ministro.

Diante da forte repercussão negativa, Jesus recuou e suspendeu a inspeção. A paz foi selada em uma reunião realizada em 12 de janeiro, que contou com a presença de Rêgo Filho, Jesus, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e técnicos de ambas as instituições.

Nesse encontro, o Banco Central concordou em retirar os embargos e em conceder ao TCU acesso a documentos que embasaram a liquidação do Master, desde que respeitados os sigilos bancários e as prerrogativas do Banco Central no caso.

Foco na avaliação processual

Durante o evento do BTG Pactual, Rêgo Filho explicou que o TCU analisará se a atitude e a liquidação do banco obedeceram às normas do direito administrativo, incluindo transparência, eficiência e regularidade. Ele destacou que o relatório da inspeção do Banco Central deverá ser entregue na próxima quinta-feira, 12 de fevereiro, o que pode trazer mais clareza sobre o processo.

Essa abordagem reforça o compromisso do TCU com a fiscalização técnica, sem interferir nas decisões operacionais do Banco Central, mantendo a estabilidade e a confiança no sistema financeiro brasileiro.

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