A Suécia volta a ser exemplo de equilíbrio entre capitalismo e Estado de bem-estar social, conforme reportagem do Wall Street Journal. O país, que durante décadas seguiu um caminho de altos impostos para financiar serviços públicos universais, agora abraça o capitalismo de forma controlada, injetando dinamismo na economia.
Mudanças no modelo sueco
Metade dos hospitais de atendimento básico e um terço das escolas de ensino médio foram privatizados. Os gastos com benefícios sociais caíram para 23,7% do PIB, colocando a Suécia em 13º lugar entre economias avançadas. Embora os impostos ainda sejam altos, com alíquotas de até 52%, o país mantém um setor privado saudável e baixas disparidades de renda.
Capitalismo com características suecas
O país abriga marcas globais como IKEA, H&M, Volvo, Spotify, Ericsson e o estúdio de Minecraft. A IKEA, com seus móveis baratos e de design, simboliza o ideal sueco de igualitarismo: produtos de qualidade acessíveis a todos. Diferente do socialismo, que produzia itens de baixa qualidade para as massas, e do capitalismo puro, onde qualidade tem preço alto.
Desafios contemporâneos
A Suécia enfrenta problemas como a imigração, que trouxe refugiados de guerra, mas também gerou bolsões de criminalidade e conflitos culturais. O país lida com gangues associadas a imigrantes albaneses e tensões entre valores liberais e tribalismo religioso. O futuro dependerá de qual força prevalecerá: a integração ou o tribalismo.
Governo e política
Sob um governo de centro-direita liderado pelo primeiro-ministro Ulf Kristersson, do partido Moderado, a Suécia faz mudanças sutis. O país tem uma monarquia sem escândalos e um sistema político confiante, que optou por não fazer lockdown durante a pandemia. Agora, vive um renascimento capitalista que inspira inveja.



