Orçamento de 2026: Parlamentares garantem R$ 408 bilhões em emendas — veja os detalhes
Orçamento 2026: R$ 408 bi para emendas parlamentares

Eis que chega ao Congresso Nacional a peça mais aguardada — e disputada — do ano: o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026. E olha só o que salta aos olhos de qualquer um que dê uma espiada nos números: incríveis R$ 408 bilhões estão destinados, de cara, às famosas emendas parlamentares.

Parece brincadeira, mas não é. Esse montante colossal representa nada menos que 45,7% de toda a despesa discricionária prevista para o ano que vem. Quase metade do bolo! Um verdadeiro banquete de recursos que, convenhamos, vai dar o que falar nos corredores de Brasília.

Os números que falam por si

O total geral do Orçamento proposto pelo Planalto beira os R$ 2,3 trilhões. Desse oceano de cifras, as tais emendas — aquelas que cada deputado e senador pode indicar — abocanham sozinhas a parte do leão. Um aumento considerável, diga-se de passagem, se a gente comparar com os anos anteriores. A tendência de crescimento, claramente, se mantém firme e forte.

E não para por aí. O projeto também separa uma boa quantia, coisa de R$ 40,9 bilhões, para as chamadas emendas de relator-geral. Essas, meus amigos, são aquelas que o próprio relator do Orçamento destina, muitas vezes em entendimentos… bem, digamos que são menos transparentes.

O que isso significa na prática?

Bom, na teoria, as emendas existem para que os representantes do povo possam direcionar recursos para aquilo que suas bases eleitorais mais precisam — um posto de saúde aqui, uma ponte ali, asfaltamento acolá. Na prática, porém, viram moeda de barganha política pura e simples. É o jogo de poder funcionando a todo vapor.

Com um volume desses, fica a pergunta que não quer calar: será que o Executivo não está, mais uma vez, abrindo mão de sua capacidade de planejar políticas públicas de longo prazo em troca de apoio político no Legislativo? A sensação é que sim. É uma negociação clássica, mas em uma escala simplesmente monumental.

O projeto segue agora para a análise dos parlamentares — os mesmos que serão os grandes beneficiários dessa generosa fatia orçamentária. A votação, como era de se esperar, deve ser tranquila. Quem, em sã consciência, votaria contra seus próprios interesses?

Enquanto isso, do lado de fora do Plenário, a discussão promete esquentar. Especialistas em finanças públicas já torcem o nariz para um direcionamento tão expressivo de verba para um instrumento tão… como dizer… flexível. A palavra 'fisiologismo' já começa a ser sussurrada por aí.

Fato é que o Orçamento de 2026 promete. Promete muito recurso, muito debate e, com certeza, muita, mas muita política.