O economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido como Chico Lopes, faleceu nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, aos 80 anos. Ele estava internado há um mês em um hospital no Rio de Janeiro, onde se recuperava de uma cirurgia no intestino.
Trajetória econômica marcante
Chico Lopes participou de momentos decisivos da história econômica brasileira. Esteve envolvido nos planos de combate à hiperinflação, como o Plano Cruzado e o Plano Bresser, e atuou como consultor informal da equipe que elaborou o Plano Real.
Passagem relâmpago pelo Banco Central e legado do Copom
Lopes assumiu a presidência do Banco Central em 1999, sucedendo Gustavo Franco. Sua gestão durou apenas vinte dias, mas foi suficiente para criar o Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado responsável por definir a taxa básica de juros da economia, o que perdura até hoje.
O economista pediu demissão em 1º de fevereiro de 1999, em meio a desgastes com a política cambial da época, que elevou o teto de cotações do dólar. Ele foi acusado de favorecer os bancos Marka e FonteCindam em uma operação que vendeu dólares a uma taxa abaixo do mercado, causando um prejuízo de 1,6 bilhão de reais aos cofres do BC.
Formação e origem
Mineiro, Chico Lopes estudou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Era filho do ex-ministro da Fazenda Lucas Lopes.
O legado de Chico Lopes permanece vivo na política monetária brasileira, especialmente por meio do Copom, que ele idealizou e implementou durante sua breve passagem pelo Banco Central.



