Governo Lula zera impostos sobre diesel para conter alta do petróleo em meio a guerra
Lula zera impostos sobre diesel para frear alta do petróleo

Governo Lula anuncia redução de impostos sobre diesel para combater alta do petróleo

Diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, que voltou a bater a marca de US$ 100 por barril, o governo brasileiro anunciou medidas emergenciais para conter os impactos no mercado interno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou a redução de impostos sobre o diesel, uma ação direcionada a proteger a população e o setor produtivo dos efeitos da volatilidade internacional.

Decreto zera alíquotas de PIS e Cofins

Um dos decretos assinados pelo governo zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização. Atualmente, esses tributos, juntamente com o Pasep, somam cerca de 10,5% no valor do combustível comercializado, conforme estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A medida busca evitar repasses bruscos ao consumidor final e ao setor produtivo, que poderiam pressionar os custos logísticos e afetar os preços de alimentos e outros produtos essenciais.

Em conversa com jornalistas, o presidente Lula destacou a necessidade de "reparação para o que acontece no Brasil e no mundo", atribuindo a crise à "irresponsabilidade das guerras no mundo". Ele afirmou: "O preço do petróleo está fugindo ao controle, isso significa aumento de combustível, e nos EUA já subiu 20%. Esse gesto de achar que tudo se resolve com guerra traz prejuízo para todos, mas sobretudo os mais pobres."

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Medidas de proteção e engenharia econômica

O governo avaliava alternativas para reduzir os impactos da volatilidade sobre o diesel, considerado estratégico para o transporte de cargas e para a inflação. A preocupação no Planalto era evitar que os efeitos das tensões geopolíticas chegassem ao povo brasileiro de forma abrupta. Lula prosseguiu: "Por isso vamos anunciar medidas de proteção ao povo brasileiro, proteção a PIS e Cofins para garantir evitar o aumento do preço. Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo. Vamos fazer tudo o que for possível."

Os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) participaram de discussões com jornalistas sobre o tema, em meio à recente oscilação do preço internacional do petróleo.

Cenário internacional e tensões geopolíticas

O movimento do governo ocorre em um contexto de tensões geopolíticas que têm pressionado o mercado internacional de energia. Conflitos no Oriente Médio e a instabilidade em regiões produtoras de petróleo aumentaram a volatilidade dos preços no exterior, o que tende a impactar diretamente o valor dos combustíveis no Brasil. Nesta semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniram com o presidente por pelo menos três dias seguidos para tratar do assunto.

Diante desse cenário, o governo Lula discute medidas adicionais para reduzir os efeitos dessas oscilações no país, buscando equilibrar a economia e proteger os cidadãos dos custos crescentes. A iniciativa reflete uma resposta proativa às crises externas, com foco na estabilidade interna e no bem-estar da população.

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