Lula defende comparação com Temer e Bolsonaro para combater 'era da mentira' no Brasil
Lula pede comparação com governos anteriores para acabar com 'era da mentira'

Lula defende comparação com governos anteriores para combater 'era da mentira' no Brasil

Durante a entrega de novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso enfático nesta terça-feira. O petista declarou que é necessário transformar o ano de 2026 no 'ano da comparação', incentivando a população a avaliar os feitos de sua atual gestão em contraste com os governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Motivação para acabar com distorções propositais

Lula explicou que o objetivo principal dessa iniciativa é pôr fim à 'era da mentira' que, segundo ele, tem se espalhado pelo país. O presidente afirmou que sua administração tem sido alvo de distorções intencionais por parte da oposição, que frequentemente utiliza trechos isolados de suas falas para criar narrativas falsas e disseminá-las amplamente na internet.

'Eles pegam uma ou duas palavras minhas para que possam distorcer e mandar para o mundo da internet', destacou Lula, referindo-se às críticas que considera desonestas e mal-intencionadas.

Áreas específicas para comparação detalhada

Em seu pronunciamento, o presidente listou diversos setores onde acredita que as comparações devem ser realizadas de forma mais aprofundada e transparente. Entre os campos mencionados, estão:

  • Educação e programas como o Prouni
  • Saúde pública e políticas de bem-estar
  • Infraestrutura, incluindo rodovias e obras viárias
  • Moradias e projetos habitacionais
  • Concessão de títulos de propriedade para cidadãos
  • Questões relacionadas a terras indígenas e terras quilombolas

Lula argumentou que, após uma análise cuidadosa dessas áreas, a população brasileira terá condições de tomar decisões mais informadas sobre o futuro do país.

Compromisso com a verdade e o respeito

O presidente finalizou seu discurso com um compromisso pessoal, afirmando que não permitirá, enquanto estiver vivo, que o povo brasileiro fique subordinado a práticas de desinformação. 'Não vou permitir que o povo brasileiro esteja subordinado à leviandade, à mentira, à grosseria e à falta de respeito às pessoas deste país', declarou Lula, reforçando sua posição contra o que classifica como campanhas de difamação e falsidades.

Esse apelo por comparações objetivas surge em um contexto político marcado por polarizações e acusações mútuas, onde o termo 'negacionista' tem sido frequentemente utilizado para criticar setores ligados ao bolsonarismo, especialmente em debates sobre a pandemia de Covid-19. A fala de Lula busca, portanto, estabelecer um novo paradigma de discussão baseado em fatos e resultados tangíveis, distanciando-se de narrativas que considera enganosas.