Polícia de SP frustra atentado com bombas e coquetéis molotov na Avenida Paulista
Polícia frustra ataque com bombas na Avenida Paulista

Polícia de São Paulo desarticula plano de ataque com explosivos na Avenida Paulista

Uma operação de inteligência da Polícia Civil de São Paulo conseguiu impedir um atentado com bombas e coquetéis molotov que estava sendo planejado para ocorrer na Avenida Paulista, um dos locais mais movimentados da capital paulista. A ação preventiva resultou na prisão de doze suspeitos, com idades entre 15 e 30 anos, que integravam um grupo criminoso monitorado pelas autoridades.

Detalhes da operação policial que evitou o crime

O secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou em entrevista coletiva que a intervenção foi um grande trabalho de antecipação do Núcleo de Observação e Análise Digital da polícia. "Conseguimos impedir um possível ataque que aconteceria nesta segunda-feira. A manifestação era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma, e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir este crime", afirmou o secretário.

De acordo com as investigações, a polícia monitorou online a movimentação do grupo criminoso, que planejava o ataque como uma "forma de manifestação" sem pauta definida. Com o apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores identificaram a atuação dos alvos envolvidos na capital, na Grande São Paulo e no interior do estado. Durante as buscas, um dos suspeitos foi encontrado com simulacros de armas de fogo.

Estrutura do grupo criminoso e alcance nacional

Os doze indivíduos detidos repassavam informações e instruções a outros membros do grupo, sendo que seis deles tinham poder de comando na organização, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública. O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, ressaltou a importância da atuação das equipes: "É mais um ataque que conseguimos impedir por meio do monitoramento digital. Os policiais se infiltraram nesses grupos e identificaram os principais articuladores desse ato criminoso. Trata-se de uma ação preventiva que garantiu a segurança da população".

As investigações apontaram que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7.000 participantes, dedicada à discussão de ações violentas em diferentes regiões do país. Embora a rede tenha abrangência nacional, foi identificada uma concentração significativa de mobilização nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Organização virtual e preparativos para o ataque

Na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes e era utilizada como o principal espaço de organização do ataque planejado para a Avenida Paulista. Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados, evidenciando o caráter meticuloso do plano criminoso.

A operação policial destacou a eficácia das estratégias de monitoramento digital e inteligência na prevenção de crimes de grande impacto. A prisão dos suspeitos e a desarticulação do plano reforçam a necessidade de vigilância contínua contra ameaças à segurança pública em áreas urbanas movimentadas.