Lula aciona contrapartida comercial: Brasil pode retaliar países que fecharem mercados
Lula autoriza retaliação comercial a países

Eis que o Planalto resolveu jogar pesado no tabuleiro do comércio global. Nesta sexta-feira (30), Lula deu um passo que muitos analistas consideram inevitável — mas que pode gerar um terremoto nas relações comerciais do Brasil.

O presidente autorizou pessoalmente o governo a iniciar um processo de reciprocidade comercial na Câmara de Comércio Exterior (Camex). Traduzindo: se algum país resolve fechar as portas para nossos produtos, agora temos instrumentos legais para responder na mesma moeda.

Não é brincadeira de criança. A medida, publicada no Diário Oficial da União, basicamente diz o seguinte: "Você nos prejudica, nós respondemos proporcionalmente". Um jogo de xadrez onde cada movimento precisa ser calculado com precisão cirúrgica.

O que muda na prática?

Bom, a coisa é mais complexa do que parece. A Camex — aquela entidade que muita gente nem sabe que existe — ganhou poderes para investigar medidas restritivas adotadas por outros países contra produtos brasileiros. E o mais importante: pode recomendar retaliações.

Imagine que um país decide aumentar tarifas do nosso café ou bloquear nossa carne. Agora, em vez de apenas protestar diplomaticamente, o Brasil pode… bem, fazer a vida deles igualmente complicada.

É aquela velha história: na guerra comercial, tudo vale. Mas com moderação, é claro.

Por que agora?

Alguns especialistas estão coçando a cabeça. Será que é apenas uma medida preventiva? Ou o governo já tem alvos específicos em mente?

O que se sabe é que o mundo vive uma onda protecionista desde a pandemia. E o Brasil — que depende tanto das exportações — não pode ficar de braços cruzados. É como levar um soco e não revidar.

Mas calma: não é para sair retaliando todo mundo. O processo tem regras claras e segue critérios técnicos. A Camex vai analisar caso a caso, porque no comércio internacional, até uma retaliação precisa ser… bem educada.

O fato é que o sinal foi dado: o Brasil não vai mais aceitar passivamente barreiras injustas. E isso, meus amigos, pode mudar completamente nosso jogo no mercado global.