Haddad revela suspeitas sobre Banco Master e critica herança do BC
Haddad desconfiou do Banco Master em discussão do FGC

Haddad expõe momento em que desconfiou do Banco Master e critica herança recebida pelo BC

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou detalhes sobre quando começou a desconfiar das irregularidades envolvendo o Banco Master, em entrevista concedida à rádio BandNews. Haddad classificou o caso como extremamente grave e expressou perplexidade com a dimensão que o problema assumiu, destacando a necessidade urgente de investigações para recuperar bilhões de reais e identificar os responsáveis.

Discussão sobre FGC foi ponto de partida para suspeitas

Segundo o ministro, suas suspeitas surgiram durante as discussões sobre a PEC da autonomia financeira do Banco Central, quando foi proposta a ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Eu só comecei a estranhar esse assunto quando começaram a discutir a PEC da autonomia financeira do Banco Central, porque queriam aumentar o valor da garantia do FGC, já que os R$ 250 mil não estavam permitindo rodar a bicicleta do Master, afirmou Haddad. Ele explicou que essa movimentação chamou sua atenção para possíveis problemas subjacentes no banco.

Banco Central herdou um abacaxi, afirma ministro

Haddad criticou a situação encontrada pela atual gestão do Banco Central, presidida por Gabriel Galípolo, ao assumir o cargo. O Banco Central herdou um abacaxi do tamanho que herdou, declarou, referindo-se ao cenário complexo em que o banco declarava patrimônio elevado e distribuía dezenas de bilhões de reais em CDBs. O ministro enfatizou que a gestão atual agiu prontamente diante do quadro identificado, tomando as medidas necessárias, como o acionamento do Ministério Público e da polícia sempre que há indícios de crime.

Orientação de Lula e cobrança por investigações

De acordo com Haddad, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi clara desde o início do caso: se há crime, leve ao conhecimento da autoridade e façam o melhor trabalho técnico possível. O ministro defendeu que as investigações devem avançar para esclarecer o destino dos recursos desviados. Alguém tem que tomar providência e recuperar esse dinheiro. O caminho do dinheiro existe. Esse dinheiro desapareceu. Tem que saber para onde foi, cobrou, ressaltando a gravidade do ocorrido.

Impactos fiscais e econômicos em foco

Haddad mencionou que passou a acompanhar o caso mais de perto ao identificar possíveis impactos fiscais e econômicos, como reflexos tributários, efeitos sobre fundos de pensão e implicações em soluções de mercado. Ele afirmou não ter tratado do tema diretamente com o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e reiterou sua perplexidade com a magnitude do problema. Isso não é normal. O que aconteceu não é pouco grave, concluiu, reforçando a necessidade de transparência e justiça no processo.