Senado cria grupo de trabalho para investigar irregularidades do Banco Master
GT do Senado investiga Banco Master; CPI também é pressionada

Senado instala grupo de trabalho para investigar irregularidades do Banco Master

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou, nesta quarta-feira (4), um grupo de trabalho (GT) dedicado a acompanhar as investigações relacionadas às irregularidades atribuídas ao Banco Master. A iniciativa partiu do presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), e visa aprofundar a fiscalização sobre o caso que tem gerado ampla repercussão no cenário político e financeiro brasileiro.

Plano de trabalho inclui visitas a autoridades-chave

O plano de trabalho do grupo prevê visitas institucionais a figuras centrais no processo investigativo, incluindo:

  • Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin;
  • Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo;
  • Presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho;
  • Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Além disso, o GT terá poderes para convocar autoridades para depoimentos, aprovar requerimentos de informação sobre as investigações em andamento e sugerir propostas legislativas que possam fortalecer o marco regulatório do setor financeiro.

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Composição do grupo de trabalho

O grupo é composto por senadores de diversos partidos, refletindo um esforço multipartidário na apuração do caso. Além de Renan Calheiros, integram o GT:

  • Alessandro Vieira (MDB-SE);
  • Damares Alves (Republicanos-DF);
  • Eduardo Braga (MDB-AM);
  • Esperidião Amin (PP-SC);
  • Fernando Farias (MDB-AL);
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
  • Humberto Costa (PT-PE);
  • Izalci Lucas (PL-DF);
  • Leila Barros (PDT-DF);
  • Omar Aziz (PSD-AM);
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP);
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Pressão por CPI do Banco Master ganha força

Em paralelo às ações do Senado, parlamentares intensificam a pressão para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) focada especificamente nas fraudes financeiras do Banco Master. Na segunda-feira (2), o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou um pedido formal de abertura de CPI na Câmara dos Deputados.

No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na terça-feira (3) que o requerimento entrará na fila de pedidos de abertura de CPIs, onde atualmente há ao menos 15 requerimentos na frente. Essa situação pode retardar o início imediato das investigações parlamentares na Casa.

Movimento por comissão mista avança no Congresso

Além da CPI na Câmara, senadores e deputados protocolaram um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que envolveria ambas as Casas do Congresso. Segundo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), autor do requerimento, o documento já conta com 278 assinaturas, sendo 42 de senadores e 236 de deputados federais.

Para que uma CPMI seja instalada, são necessárias as assinaturas de um terço de cada Casa: 171 deputados e 27 senadores. O pedido, portanto, já supera esses números, indicando um amplo apoio político à investigação. A abertura da CPMI do Banco Master depende agora da leitura do protocolo pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, em uma sessão mista, ainda sem data prevista. A partir desse momento, a instalação da comissão será imediata.

Contexto do caso e impacto visual

O caso do Banco Master ganhou visibilidade adicional com imagens recentes que mostram a sede da instituição, localizada no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, cercada por tapumes e com o logo coberto. Essas medidas físicas simbolizam o isolamento e as questões que envolvem o banco, reforçando a urgência das investigações em curso.

As ações do Senado e a mobilização parlamentar refletem um esforço coordenado para esclarecer as irregularidades e garantir transparência no sistema financeiro, com potencial impacto significativo na economia e na confiança pública.

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