General condenado por trama golpista pede parcelamento de multa ao STF
General condenado pede parcelamento de multa ao STF

General condenado por trama golpista pede parcelamento de multa ao STF

O general de reserva Mario Fernandes, condenado a 26 anos e seis meses de prisão por envolvimento na trama golpista que visava desestabilizar o governo eleito, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o parcelamento da multa imposta em sua sentença. O pedido, revelado pelo repórter Daniel Gullino, da coluna Radar, no programa Ponto de Vista, reacende os detalhes de um dos episódios mais graves investigados no âmbito do plano conhecido como 'Punhal Verde e Amarelo'.

Qual foi o pedido do general ao STF?

Fernandes requereu o parcelamento de uma multa no valor de aproximadamente R$ 64.800, aplicada como parte de sua condenação. A proposta é dividir o montante em até 60 parcelas mensais, o que resultaria em prestações de pouco mais de R$ 1.000 por mês. Apesar de receber cerca de R$ 23.000 líquidos mensalmente, o militar alegou necessidade financeira, argumentando que precisa arcar com despesas familiares e, por isso, pediu condições facilitadas de pagamento. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, analisará o pedido.

Contexto da condenação

O general foi condenado a uma das penas mais altas entre os investigados na trama golpista, que incluía ações contra autoridades como o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes. De acordo com as investigações, Fernandes elaborou um documento detalhado com estratégias que incluíam hipóteses de execução, como uso de armas e até envenenamento. O próprio general admitiu ter redigido o material, embora tenha alegado que se tratava de um 'pensamento digitalizado'.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Indícios de que o plano avançou

As investigações apontaram elementos que reforçaram a gravidade do caso. O material foi impresso nas dependências do Palácio do Planalto, onde o general trabalhava à época, e posteriormente levado ao Palácio da Alvorada. Para os investigadores, esse percurso indicou que o plano não ficou restrito a uma ideia isolada, mas poderia ter sido colocado em prática. O pedido de parcelamento ainda será analisado por Moraes, que considerará tanto a situação financeira do condenado quanto os parâmetros legais para cumprimento de penas pecuniárias.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar