Frente parlamentar da indústria alerta para risco de colapso econômico com fim da escala 6x1
A Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos do Congresso divulgou um manifesto expressando profunda preocupação com o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O documento, que analisa dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), adverte que a aprovação da medida poderia levar o Brasil a um colapso econômico, com impactos severos tanto no setor público quanto no privado.
Estudo da CNI revela números alarmantes
De acordo com as estimativas apresentadas pela frente parlamentar, uma eventual redução da jornada para 36 horas semanais resultaria em:
- Aumento de R$ 178,8 bilhões por ano nos custos da indústria, representando um acréscimo de 25,1% nas despesas com empregados formais.
- Elevação de R$ 150,4 bilhões nos gastos do setor público.
- Impacto global de 20,7% na elevação dos custos trabalhistas em toda a economia brasileira.
O manifesto critica a tramitação da PEC na Câmara dos Deputados, afirmando que o texto segue sem um debate técnico, responsável e aprofundado. A proposta, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), já reuniu as assinaturas necessárias e foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Críticas à atuação do presidente da Câmara
O documento finaliza com uma dura crítica à postura de Hugo Motta sobre o tema. A frente parlamentar ressalta que o papel da Presidência da Câmara deve ser o da neutralidade e do equilíbrio institucional. O texto alerta que, ao adotar uma posição prévia em defesa de uma proposta tão controversa, corre-se o risco de transformar um tema técnico em palanque político, o que seria extremamente perigoso, especialmente em ano eleitoral.
A análise da CNI, que serve de base para o alerta da frente parlamentar, destaca que a redução legal da jornada não apenas oneraria significativamente os custos trabalhistas, mas também poderia desestabilizar setores essenciais da economia. Os deputados que representam a indústria no Congresso temem que, sem uma discussão mais ampla e técnica, a medida possa gerar consequências irreversíveis para o país.