Flávio Bolsonaro liga escândalo do Master ao PT e pressiona por CPI
Flávio Bolsonaro liga escândalo do Master ao PT e pede CPI

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais para se manifestar sobre a operação policial que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado histórico da família Bolsonaro. Em seus vídeos, Flávio apoiou as investigações, mas evitou mencionar diretamente o nome de Ciro, focando em ligar o escândalo do Banco Master ao Partido dos Trabalhadores (PT) e pressionando pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a instituição financeira.

Posicionamento de Flávio Bolsonaro

Horas após a operação da Polícia Federal que mirou Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro publicou dois vídeos entre a noite de quinta-feira, 7, e a manhã desta sexta-feira, 8. Em um deles, ele afirmou: “As denúncias do caso Master são muito graves. E o ministro André Mendonça agiu corretamente ao autorizar a operação. Eu acredito que, se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada. Agora, o que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão, sem proteção política”.

O presidenciável também cobrou que o Congresso Nacional faça “a sua parte” ao tirar a CPI do Banco Master do papel, investigando a trajetória da instituição e seus supostos vínculos com a “alta cúpula do PT nacional e da Bahia”. Ele destacou que o PT foi contra a CPI do Master e que a base de Lula se recusou a assinar o pedido de investigação. “A oposição apoiou. Eu assinei. Já os ‘companheiros’ preferiram ficar de fora. Por quê? Medo do que pode aparecer?”, questionou.

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Nota oficial sobre as acusações

Antes dos vídeos, Flávio já havia divulgado uma nota na noite de quinta-feira, na qual considerava “graves” as acusações contra Ciro Nogueira, alvo de mandados de busca e apreensão. A nota afirmava: “O senador Flávio Bolsonaro acompanha com atenção e considera graves as informações divulgadas pela imprensa. Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”. O comunicado ainda expressava confiança na relatoria do caso Master, conduzida pelo ministro André Mendonça, e pedia uma ampla apuração.

Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, evitou citar diretamente o aliado da família que ocupou a Casa Civil do governo Jair Bolsonaro e que era cotado para ser vice em sua chapa. A operação da Polícia Federal gerou repercussão política, e o senador busca capitalizar o escândalo para pressionar o PT, tentando desgastar o partido adversário às vésperas das eleições.

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