Erika Hilton assume estratégia de Lula para fim da escala 6×1 e busca relatoria
Erika Hilton e Lula alinham estratégia para fim da escala 6×1

Erika Hilton assume papel central na estratégia de Lula para abolir a escala 6×1

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu uma nova tática para concretizar o fim da polêmica escala de trabalho 6×1, e a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) está no centro desse movimento. A parlamentar, que já havia apresentado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema no ano passado, foi alinhada pela equipe petista sobre a decisão de enviar um projeto com urgência constitucional ao Congresso Nacional.

Prazos apertados e objetivos eleitorais

Conforme adiantado pelo deputado Lindbergh Farias, o texto deve ser encaminhado após o período do Carnaval. Por tramitar sob o regime de urgência, a proposição terá um prazo máximo de 45 dias para ser apreciada pela Câmara dos Deputados. A estratégia de Lula é clara: ele deseja que a matéria seja aprovada nos próximos meses, transformando-a em uma das principais bandeiras a serem exibidas durante sua campanha por um terceiro mandato.

Há uma avaliação interna de que a conquista dessa pauta trabalhista poderia ser um fator de peso para favorecer o petista em sua busca por mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto. A escala 6×1, que estabelece seis dias de trabalho seguidos por apenas um de descanso, é vista como um ponto sensível para muitos eleitores, especialmente da classe trabalhadora.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Posicionamento de Erika Hilton e manobras políticas

Em conversa com o portal Radar, a deputada Erika Hilton reconheceu que a estratégia adotada por Lula “não é o melhor dos mundos”, mas ponderou que “talvez seja o caminho para que a iniciativa avance”. A psolista demonstrou estar ciente das tentativas da oposição de escanteá-la das discussões, mas afirmou que lutará com determinação para ser escolhida como relatora da proposta no plenário.

Erika Hilton já havia colocado a bola em campo com sua PEC, mas o governo optou por um projeto de lei com urgência, o que acelera o processo legislativo. Essa mudança de formato não agradou a todos os aliados. Interlocutores do presidente da Câmara, Hugo Motta, relatam que ele preferia manter o debate via PEC, justamente por já estar em andamento desde o ano anterior.

Desconfianças e pressões no cenário político

O movimento é encarado com certa desconfiança por membros da base governista, sendo interpretado por alguns como uma tentativa de Lula “vender mais caro” a aprovação da matéria. Apesar da suposta resistência de Motta, o governo deve encaminhar o texto mesmo assim, avaliando que essa ação exercerá pressão suficiente para que o tema siga adiante, independentemente do formato escolhido.

A articulação política em torno do fim da escala 6×1 revela um jogo de forças complexo, onde interesses eleitorais, disputas partidárias e a busca por avanços sociais se entrelaçam. Erika Hilton, com seu histórico de defesa de causas trabalhistas e direitos humanos, posiciona-se como uma peça-chave nesse tabuleiro, buscando garantir que sua voz e sua proposta original não sejam silenciadas no processo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar